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<title>Blog Roberto</title>
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<title>A Alavanca da Tecnologia</title>
<pubDate>Mon, 30 Jan 2012 20:21:04 -0200</pubDate>
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“Dê-me um ponto de apoio, e moverei o mundo” Arquimedes de Siracusa Arquimedes morreu mais de duzentos anos antes de Cristo e morreu sábio, morte marota porque até seus inimigos o admiravam e algum ...
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<category>Princípios da Empresa Essencial</category>
<dc:creator>Roberto Souza</dc:creator>
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<content:encoded><![CDATA[ <div align=right><em>“</em><em>Dê-me um ponto de apoio, e </em><em>moverei o mundo”</em> <br /><em>Arquimedes de Siracusa</em></div> <br /> <div> <br />Arquimedes morreu mais de duzentos anos antes de Cristo e morreu sábio, morte marota porque até seus inimigos o admiravam e algum soldado romano descuidado não cumpriu a ordem de poupá-lo no cerco a Siracusa, sua cidade natal. <br />&nbsp;Entendia muito de tecnologia e sua frase mais célebre é tão brilhante quanto simples: “Dê-me um ponto de apoio, e moverei o mundo”. E movia mesmo, com instrumento tão simples: uma alavanca!  <br />Moral da história, ainda em seu início: o verdadeiro sábio não precisa de mais tecnologia que a necessária para realizar grandes façanhas. <br />Infelizmente não é o que pensam muitas empresas do nosso tempo, tão apaixonadas por computadores que são capazes de investir rios de dinheiro somente para observá-las em trabalhos tão inúteis quanto incompreensíveis para os homens que comandam as empresas e que desejam mais resultados que pirotecnia na luta pelo mercado. <br />Além dos resultados, preocupam-se com as questões da sustentabilidade de sua informática e desconfiam de uma tecnologia da informação hedonista, mais interessada em parecer potente do que em resolver problemas que muitas vezes nem existem. Dê-me um processo ruim e um computador e te darei um processo pior! Assim seria a piada do velho Arquimedes. <br />&nbsp;Se estivesse entre nós, primeiro e mais óbvio, ele perceberia que os equipamentos vão ficando obsoletos e precisam ser descartados de forma segura para preservar o meio-ambiente e, convenhamos, o Brasil ainda engatinha na questão dos resíduos eletro-eletrônicos. <br />Em segundo lugar, há uma questão de consumo de energia que é muito relevante e não trata apenas do consumo direto, medido na conta da concessionária. Quando um sistema informático entra em operação indevida, uma cadeia perniciosa se movimenta na empresa: consumo de papel, consumo de tempo, consumo de salas, consumo de teleprocessamento, consumo de gente, consumo, consumo, consumo. <br />Não sou um ludita tentando destruir as máquinas, muito pelo contrário. Sou um Engenheiro e engenheiros, devia dizer o nome, amam engenhos. Só que nem toda máquina merece ser chamada de engenho! <br />Aos dezesseis anos, recém entrado na Escola Técnica Federal, comprei uma coleção de cinco livros sobre mecanismos de todo tipo para quase todo tipo de movimento. Eram russos e eu não sabia russo e, em que pese que tivessem pouco texto, restava-me namorar as figuras. Foram companheiros por muitos anos. Ficava horas olhando para aqueles braços e rodas precisamente interligadas para produzir um movimento único e suave. Para quase tudo havia um. <br />Mas eu sabia: precisavam ser cuidadosamente escolhidos e aplicados como um grande arquiteto escolhe suas retas e curvas e, se é grande mesmo, nenhuma sobra, nenhuma falta. <br />Dizem que há arquitetos de informação. Tenho minhas dúvidas. Dizem que há engenheiros de software. Tenho dúvida igual. Se houvesse um e outro, antes de construir seus mecanismos eletrônicos e seus fantásticos programas, pensariam mais. Analisariam as formas delicadas do problema e, não raro, receitariam a solução mais simples: uma revisão de processo, uma mudança na fabricação ou no atendimento ao cliente e pronto: nenhum elefante branco para se dar água durante anos e se enterrar no final, em cova rasa e com a tromba aparecendo. <br />Acredite: amo a tecnologia quando ela transforma vidas de verdade e são tantos os exemplos, mas amaria ainda mais ver o Arquimedes voltar da eternidade e receber do Criador o ponto de apoio que ele tanto desejava. Aí então todos nós apreciaríamos o espetáculo do velho senhor da tecnologia colocando a terra no seu devido lugar... E totalmente sustentável!</div> ]]></content:encoded>
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<title>Natal bão de dó</title>
<pubDate>Mon, 12 Dec 2011 20:02:10 -0200</pubDate>
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Era uma vez eu no Natal parece que cantava. Não assusta não. Não fiquei doido. Por uma merdinha de tempo, uns minutos em que a inspiração de uma chuva de dó inundou meu mundo em volta, por esta merdin ...
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<content:encoded><![CDATA[ <div>Era uma vez eu no Natal parece que cantava. Não assusta não. Não fiquei doido. Por uma merdinha de tempo, uns minutos em que a inspiração de uma chuva de dó inundou meu mundo em volta, por esta merdinha de tempo eu decidi que canto, que tenho a voz mais linda do mundo, a voz que, combinada com minha sanfona, dá num conserto de Natal. <p>Não, não é concerto. Não me conserta não! Eu, cantando e pinicando umas teclas que fogem dos dedos esquecidos, eu cantando vou é fingir que conserto o mundo.  <p>Sabe, viver é consertar o mundo, pelo menos se o vivente quer passar por esta vida e deixar aqui e ali algum desassossego quando for embora, uma tristeza de dó, que nem a chuva. Acho que Deus fez o mundo com um monte de defeitos. Lá na bíblia diz que o Poderoso, quando terminou de fazer, achou tudo uma belezura, mas eu acho mesmo que ele ficou ali uns... quarenta dias só espiando tudo e no final disse aquela palavra sábia que inaugurou a necessidade da Trindade e inaugurou a gente. <p>_ Saco! <p>É que ele, cansado de olhar e ver tudo no seu lugarzinho certinho de dó, que nem a saudade, achou que tava uma sengraceza danada, de maneiras que começou a desconsertar uma coisinha aqui, outra ali, até que no final desconsertou a gente, que ele tinha criado tão perfeitinho, eu tinha um livro quando era pequena que o Adão parecia ator de cinema de ação, todo malhado, mas todo arrependido, saindo do paraíso e olhando prá trás e dizendo: <p>_ Que merda que eu fiz! <p>Mas acho que Deus não tinha feito por mal, sabe, a &nbsp;provocação. Ele tava era cansado de tanta coisa no seu lugar certinho e de perfeito já bastava ele, ou não bastava? <p>O Adão saiu do paraíso e acho que deve ter ficado mais de mês sem falar com a Eva, pondo nela a culpa de todo o acontecido, uma baita duma injustiça.Quando viu que não tinha remédio e deu nele aquele fogo, tenho prá mim que ele cantou também e cantou tão bonito que Deus, Lá do céu, Lá de dentro do Paraíso, atrás daquele murão que só veno, ficou tristinho de dó, igual a dó que sentiu com as coisa no lugar certinho, e resolveu mandar uma pomba voar bem alto e espreitar o que o Adão fazia e, se não fosse trabalho demais prá ela, acompanhar os dois, fosse no coito, fosse na rezação, que eles ainda rezavam, fosse na labuta, que remédio. Era o tal do Ispritosanto, com todo o respeito, como minha vó me ensinou, mas Ele não deu esse nome naquele dia, foi muito tempo depois quando o Filho dele deixou os companheiro abandonado de dó, que nem a tristeza de Deus, e chamou aquela pomba de novo prá dar conta do recado, que nós aqui na terra, eu aprendi no Salve Rainha, nós aqui na terra é só choro e ranger de dente, ainda mais torcendo pro Galo. <p>E por falar em galo, teve aquela história dos reis mago que eu nunca entendi. Eu já vi muito presidente fazer truque de endoidar, mas naquele tempo já tinha rei mago? E era mago mesmo, que nem no circo? Isso eu nunca entendi mesmo. <p>Eu sei é que eles andaram e foi quantidade atrás da estrela. Deus deve ter providenciado com a pomba prá não chover, se não a estrela sumia e eles iam parar era lá depois de Coromandel, eu nem sei onde fica Coromandel, mas com todo respeito com aquele povo, desde pequeno eu acho que é longe demais e então os reis mago iam se perder naquela lonjura. <p>O certo é que quando eles encontraram o menino Jesus deitado naquela palha, pobre de dó, que nem o abandono dos apóstolo, o certo foi que eles cantaram.Disse que eram os anjos com aquela magnificência toda, eita palavra bonita essa, imponente, coisa de rico, &nbsp;mas como Jesus não era rico, ou pelo menos não constava, eu acho que os Reis tocaram foi uma moda bonita de viola que nem em Coromandel, que eu nunca fui, mas que lá deve tocar moda bonita assim. <p>E veio um tanto de pastor com vaca e boi, quando eu era pequeno a vaca do presépio Lá de casa era maior que o pastor na altura &nbsp;e eu ficava encabulado com aquilo, devia ter uma explicação, mas não tinha, foi porque meu pai comprou cada um numa loja e quebrava um, colocava o outro e o que valia era a fé prá dar aquela harmonia em tudo.  <p>Sinto saudade. <p>Acho que todo mundo deve sentir saudade. Adão deve sentir saudade. A Eva deve sentir saudade, os apóstolo, o povo de Coromandel, meu pai que foi embora esse ano e fazia um mucado de arte e não deixaram eu ficar com nadica de nada dele, nem prá ter raiva, que dirá prá ter saudade, fiquei com saudade só no coração. O Jesus deve sentir saudade também, até Deus.  <p>E é aquela saudade de dó. <p>É por isso que quando eu sinto saudade eu canto, mas num canto com música, é só letra, que a poesia a gente faz com ela que nem travesseiro, embola bem emboladinho e dorme pensando em Deus. <p>Não sei que isso que me deu, uma coisa doida, um desatino, uma felicidade vasando do nariz de tão danada. <p>Uma hora vai passar, &nbsp;mas enquanto não passa, eu desejo um Natal dos bão demais. Eu não sei como é o Natal em Coromandel, nunca passei, mas se for bão que nem parece longe, toma Lá um Natal de Coromandel proceis. <p>No dia certo do vinte e cinco, no horinha da meia noite, eu vou cantar de novo e se você ouvir meu canto, canta comigo, bem forte, que vai que Deus escuta e fica com a maior saudade da gente, aquela de dó, que nem tudo que é grande, e chama todo mundo de volta pro coração dele, tudo juntinho, tudo no bem bão, embolado que nem travesseiro. <p>&nbsp;Ia ser o ó do borogodó!</div> ]]></content:encoded>
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<title>Autonomia</title>
<pubDate>Mon, 24 Oct 2011 15:55:17 -0300</pubDate>
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<category>Amizade</category>
<dc:creator>Roberto Souza</dc:creator>
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<content:encoded><![CDATA[ <div>É estranho quando se prova do próprio remédio. Estava em dúvida, semana de muitos questionamentos. Olhei pra cima. Estava ali o remédio que tanto receito: nossos princípios mandam que sejamos cristãos. E Deus me apontou a solução pouco mais abaixo: Clareza! <br /> <br />Acho que não estou sendo claro. Então vou tentar ser nesse preâmbulo. <br /> <br />Eu acredito em felicidade corporativa! A julgar pelos resultados dos buscadores na internet, muita gente acredita como eu. Mas não posso culpar você por não crer! Mesmo falando disso numa terra de descrentes, eis que é no que acredito. <br /> <br />Durante anos e anos eu me dediquei de verdade a isso. Meu propósito? O de tentar vencer um desafio, uma empresa que possa dar resultados e, ao mesmo tempo, produzir uma felicidade que seja mais genuína do que parques de diversão. <br /> <br />Você não sabe o que são os parques? Eu explico: empresas em que se premia muito os funcionários, de montes de maneiras diferentes, até o dia em que se passa por uma dificuldade qualquer. Aí o parque fecha, gente vai para a rua e você vê, de verdade, onde está trabalhando. <br /> <br />Por isso me interesso em tentar obter uma qualidade de vida mais genuína! <br /> <br />Nesse tempo fiz muitas descobertas... <br /> <br />Descobri que a felicidade corporativa não é algo poético, nem facilmente alcançável. Não adianta falar dela nem tentar fazer com que seja algo tangível e igual para todos. Não será.  <br /> <br />Aprendi que empresas muito ruins para uns são muito boas para outros. <br /> <br />Aprendi que tem gente de mal com a vida e que sou muito susceptível a esse tipo de gente que, de verdade, estraga meu dia. Fico de mal também. <br /> <br />Aprendi que tem gente que gosta de viver na pressão, de trabalho, de dívidas, de infelicidade. <br /> <br />Aprendi que, nas empresas, o mal está, na maior parte das vezes, no outro, na situação, na própria empresa. <br /> <br />Aprendi que a maior parte das pessoas não sabe inglês porque a vida não lhe deu essa chance, muito menos a família, muito menos a empresa, muito menos todo mundo menos ele mesmo. <br /> <br />Aprendi que todos somos idealistas, desde que nossos interesses mais arraigados não sejam molestados. <br /> <br />Aprendi, e essa não foi por falta de aviso, que as pessoas não se interessam muito pelo que nós dizemos, mas pela forma como dizemos. <br /> <br />Aprendi que muitos deixam para a última hora aquilo que nem precisava ser feito, uma variante piorada e muito mais frequente do não-deixe-para-a-última-hora-o-que-pode-ser-feito-hoje. <br /> <br />Aprendi que, para muitos, não se deve sonhar. Se você sonha eles dizem que os sonhos as afogam e aí começam a lutar não contra cada um dos seus sonhos, mas contra o ato sagrado de sonhar, inclusive nas empresas. <br /> <br />Aprendi que todos, invariavelmente, são mal compreendidos, uma forma segura de garantir que a culpa seja sempre do outro e da empresa. <br /> <br />Eu poderia ficar falando horas e horas sobre tudo o que aprendi, mas há algo que aprendi que me é mais precioso: eu aprendi que preciso seguir em frente porque o preço de não seguir será a sua felicidade e a minha infelicidade e que, infeliz, eu fico muito mau, fico Frankenstein. <br /> <br />Eu não quero ser mau.  <br /> <br />Eu tenho um sonho. <br /> <br />Então queria explicar como as pessoas se ajudam na empresa que estou construindo: <br /> <br />Nessa empresa as pessoas têm autonomia. Eu não sabia direito o que era autonomia até que uma amiga escreveu algo quase acidental e absolutamente fundamental: Ser autônomo é EMPREENDER com CONSEQUÊNCIA. Isso quer dizer que eu tomo decisões, ouso, avanço, crio, mas sou responsável pelas consequências de todas as decisões que tomo, pela minha ousadia, meus avanços, minha criação. Uma variante elegante do meu já famoso "cocô do cachorro", os que não conhecem podem conhecer no meu blog. <br /> <br />Nessa empresa perguntas são sagradas. Você deve ter aprendido na escola que perguntas não são sagradas, que podem ser feitas assim, com um certo desleixo, e se o professor não explicar direito, simples, a culpa é do professor.  <br /> <br />Sinto muito, meu amigo, em fazer você descobrir que perguntas são muito sagradas. Quando você pergunta é como se você fecundasse o outro. O ato de perguntar é essencialmente um coito, algo como se engravidássemos o outro com a pergunta. Eu sou pai. Um pai de verdade espera nove meses por seu filho e durante nove meses pergunta. São as perguntas bem feitas que tornam o &nbsp;filho de ambos e não da mãe.  <br /> <br />Então, quando você me perguntar algo, por favor, me engravide. Você pode fazer isso colocando seu espírito na pergunta. Ninguém é tão pobre que não tenha nada para dar. Então não me estupre. Me possua com amor como a uma donzela. Quero sentir você na pergunta, nas suas possibilidades de resposta, nas suas alternativas. Então a resposta será nossa e não minha. <br /> <br />Nessa empresa as pessoas são simples, trabalham de forma simples. É como eu queria educar minhas “filhas respostas”, com simplicidade. <br /> <br />Pretendo falar disso outra hora. <br /> <br />Por hora estou aqui, apenas esperando para um ato de amor. Eu que pensava que meu escrever não seria cristão, eis que surge a fórmula de São Paulo: o amor.  <br /> <br />Perguntar e responder, ser autônomo e responsável é antes de tudo um ato de amor com o outro. É antes de tudo um ato de amor com você mesmo.</div> ]]></content:encoded>
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<title>A Empresa sem Papel</title>
<pubDate>Mon, 10 Oct 2011 17:28:08 -0300</pubDate>
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A empresa sem papel não é só questão de ambiente sustentável, Mas de processos essenciais e sustentáveis. (Artigo publicado na Revista Ecológico nro 36) Vinte anos atrás conduzi uma campanha publi ...
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<category>Colaboração</category>
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<content:encoded><![CDATA[ <div align=right><em>A empresa sem papel não é só questão de ambiente sustentável,</em> <em><br /> Mas de processos essenciais e sustentáveis.</em> <br /> <br /><em>(Artigo publicado na Revista Ecológico nro 36)</em></div> <br /> <br /><br /> Vinte anos atrás conduzi uma campanha publicitária com spots de rádio que provocavam o ouvinte: “Os computadores vão comer os lucros da sua empresa, ou do seu concorrente. A escolha é sua”. <br /> <br /> Pois foram estes vinte anos passados e, como sapos que morrem tranquilos em água lentamente aquecida, muitos viram a profecia se cumprir. As tais máquinas ocuparam espaços impensáveis, de pequenas biroscas até bancos sem agência, criaram e destruíram mercados e muitos de nós estivemos de um lado ou de outro, ganhando ou perdendo nossas margens. <br /> <br /> Estamos sentados à beira de um caminho, vendo o mundo se transformar e esperando o momento de nos levantarmos com nossas empresas e voltarmos para o tráfego da transformação dos negócios. E que transformação! Tanta que não sabemos dizer se há um fim para esta rodovia de mudanças. <br /> <br /> Empresários me procuram e dizem que avançaram muito, mas que, por dentro, pão bolorento, suas empresas ainda se afogam em papel, sem que os clientes, porta afora, percebam vestígio dele. É cada vez gastar mais e consumir mais esforço para manter o mesmo nível de serviço na ponta e terminar por ver um concorrente surgir e crescer debaixo de seus narizes. <br /> <br /> Falta-lhes perceber o óbvio: não estão afogados em relatórios, emails impressos, desenhos, imagens, cadernos de jornais tradicionais, informação de toda ordem posta em formatos A4. O que os angustia são processos que não são essenciais, sendo papéis sua face mais perceptível e aterrorizante. <br /> <br /> E o que são processos essenciais? Sem definições acadêmicas: procure o cliente na ponta do processo ou muito próximo dela. Se ele não estiver lá, então o tal processo é candidatíssimo a ser descartado, tornando sua empresa mais leve, mais focada, com mais resultados e, frequentemente, com mais qualidade de vida. Resumo da ópera: acabar com processos espúrios é acabar com papel! <br /> <br /> O leitor ambientalista pode agora dormir em paz e comemorar? Digo que não, porque o papel de que falo não é só papel feito de celulose, mas também papel eletrônico, feito de bytes. Ele existe na forma de emails, imagens e projetos “para”, “em cópia” e “cópia oculta” e, convenhamos, é muita cópia e bytes são ariscos prá se perseguir e rasgar! <br /> <br /> É aí que a Empresa Essencial tem tudo a ver com inovação porque o que fazemos de verdade, é descobrir ou inventar meios novos e mais simples de se cumprir a missão das organizações e porque a maneira mais fácil de se resolver um problema é não ter o problema. Parece óbvio, mas boa parte da tecnologia da informação nas organizações resolve problemas que nem precisavam existir e isso é jogar dinheiro fora. <br /> <br /> Vinte anos depois eu ainda me lembro daquela campanha de rádio e de alguns de nossos concorrentes que nos deliciaram, ligando para nossos gerentes com xingamentos e desespero, diante de clientes que queriam pensar mais antes de fechar contratos. Num mundo de tablets, de gente conectada "todotempo", eu ainda continuo a dizer que os computadores vão comer os lucros da sua empresa ou do seu concorrente e que o papel, eletrônico ou não, ainda pode te matar afogado. Tanto num caso quanto noutro, a escolha, sinto muito, continua a ser é sua. ]]></content:encoded>
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<title>O gato não comeu</title>
<pubDate>Sun, 4 Sep 2011 22:18:58 -0300</pubDate>
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Cadê o papel que estava aqui? O gato não comeu! Quem acabou com ele foi o mercado. Faço o alerta como quem toma um banho fresco pela manhã. Não estou com pressa. Não estou numa luta. Tomo o tal banho, ...
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<content:encoded><![CDATA[ <div>Cadê o papel que estava aqui? O gato não comeu! Quem acabou com ele foi o mercado. Faço o alerta como quem toma um banho fresco pela manhã. Não estou com pressa. Não estou numa luta. Tomo o tal banho, um café tranqüilo e digo que o tempo vai mostrar onde o papel é necessário e onde não é.  <br /> <br />Não é um assunto passional. Não é um debate de arte em que eu, de um lado, queira acabar com livros. Combinemos que não incluo nesta classe nada que nos dê prazer pela beleza, pela estética. Disso falarei depois. Concordo com quem diz que papel bonito, com conteúdo, novo ou velho, tem cheiro e pode ser degustado pelos sentidos, o olfato sendo certo, porque livros, eu nunca comi. <br /> <br />Do que falo é das empresas e de seus processos. Se a tecnologia serve prá alguma coisa e serve, é para melhorar os processos das empresas. Isso muitas já aprenderam. Não falo só de um papel tocável, feito de floresta plantada ou destruída. Falo também do papel eletrônico, lá na ponta, dando em consumo de energia e daí em poluição, se não temos cuidado, quase do mesmo jeito. <br /> <br />Uma Empresa Essencial não tem nem um nem outro tipo! Ela filtra seus interesses e foca naquilo que é seu negócio principal. Ela usa a tecnologia de forma a multiplicar seu poder de gerenciamento e cria a sustentabilidade gerencial, quase sempre resultando em mais ganhos para si e mais qualidade de vida para os seus. <br /> <br />É claro, a empresa com quase nenhum papel (ainda chego a nenhum!) pode existir se não vencer o imaginário de que isso seja impossível. Uma dica? Coloque o belo no lugar dos armários. O belo é planta. O belo é arte. O belo é a vida. Você vai descobrir que pode viver bem sem as pilhas de memorandos, relatórios e, ai, meu Deus, emails impressos que todos os dias roubam sua paz só de olharem para você, porque eles têm olhos. <br /> <br />E saiba que eu vi: era uma vez uma empresa com um departamento de manutenção. Parecia mais uma caverna escura de filme de fantasma de tão suja, de tanta graxa, armário e... papel. Um dia o príncipe valente em forma de gerente geral da fábrica decidiu humanizar os espaços. Vai daí, o chefe da manutenção teve uma idéia. Ele retirou os entulhos, os armários, organizou tudo o melhor que pode e decorou sua manutenção com as samambaias que amava e ninguém sabia, com muita luz e ainda fez o favor de colocar bancos prá quem quisesse apreciar.  <br /> <br />A história termina com um tanto de funcionários fazendo a sesta ali, onde ninguém pensou que um dia uma alma escolheria para curtir aquele cafezinho depois do almoço, sem pressa, em paz. Dizem que tinha até um gato que eu garanto, não foi ele quem comeu o papel.</div> ]]></content:encoded>
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<title>Amor de Palavra</title>
<pubDate>Tue, 30 Aug 2011 21:11:10 -0300</pubDate>
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Artigo publicado na coluna GESTÃO EMPRESARIA E TI da revista ECOLÓGICO, edição de agosto 2011 Uma empresa não se faz de respostas ou igualdades, mas de perguntas e diferenças. Deu que uma vez eu ...
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<content:encoded><![CDATA[ <div align=right><em>Artigo publicado na coluna GESTÃO EMPRESARIA E TI</em> <br /><em>da revista ECOLÓGICO, edição de agosto 2011</em> <br /> <br /><em>Uma empresa não se faz de respostas ou igualdades,</em> <em><br />  mas de perguntas e diferenças.</em></div> <br /> <br /><br /> Deu &nbsp;que uma vez eu, escrevendo, declarei amor a uma palavra: Quaerere. Amei-a como quem pela primeira vez ama e deseja que a pessoa amada penetre e perpetue sua vida. Quaerere era pergunta e desejo, misturados: era QUERER e PERGUNTAR. <br /> <br /> Quaerere ficou sendo a musa que inspirava a Empresa que eu desejava construir: sentido verdadeiro do trabalho, e foi por isso que também desejei que todos amassem as perguntas e foi assim que tudo começou. <br /> <br /> Quando outros em torno de mim se encantaram por ela, Quaerere me ensinou que era mais fácil falar que fazer! Muita vez que alguém amou Quaerere, dali nasceu uma pergunta e aquela filha bastarda, para mim, era traição. Quaerere queria que eu ouvisse e compreendesse e eu a desejava, mas só para mim. <br /> <br /> Não foi na escola que conheci Quaerere. Lá só havia a verborragia de quem ensinava e o valor que me davam era se eu repetisse o ensinado e só assim diziam que eu sabia. Se amasse Quaerere naqueles anos, caía em desgraça. <br /> <br /> Sem saber de sua existência, vim para a Empresa e fiquei como os da escola, achando que saber era repetir e que pertencer era ser igual. Diziam-me que isso era sabedoria, mas era apenas a habilidade de calar o outro, por argumentos ou cansaço. <br /> <br /> Foi então que me apaixonei por ela: Quaerere! Mas amar certas palavras é amor de sofrimento. Eu, que faço o que não quero, como o apóstolo Paulo, fui ferido quase à morte quando descobri que palavras também traem e Quaerere era pergunta e era desejo e, quanto mais a desejasse, mais me dizia: não sou só tua, sou do mundo. <br /> <br /> E foi depois disso que, resignado e inexperiente, entendi que a empresa que eu construía não era a pergunta para as respostas que eu tinha, mas a resposta para todas as perguntas que eu trazia e que as pessoas que comigo andassem no trabalho também amariam Quaerere e perguntariam e Quaerere também os saciaria. A Empresa precisava ser construída, todos os dias. <br /> <br /> Quaerere não era mais minha palavra. A Empresa não era mais minha Empresa. <br /> <br /> Certo de que minha palavra tivesse amantes, por vingança eu a traí. Já não amava mais as perguntas, só as respostas e, como os ditadores, só aceitava perguntas para as respostas que eu trouxesse prontas. <br /> <br /> Mas que palavra paciente era Quaerere! Todos os dias visitava meu sono e perguntava a razão de tudo aquilo. Fingia que não ligava se eu amasse outras palavras, sucesso, riqueza, poder e deixava que eu tivesse noites de amor com elas em nosso próprio leito só para que, raiado o dia, eu compreendesse que somente o seu amor valia. <br /> <br /> Então um dia, cansado, desabafei. Disse-lhe que todas as certezas que tinha não eram mais belas que ela e implorei que me ensinasse o segredo capaz de aproximar de novo as pessoas que, pouco e pouco, se haviam afastado de mim só porque eu a ignorava. <br /> <br /> Quaerere sorriu e deu-me outra palavra, enquanto sumia no ar como um espírito que me atravessasse pela eternidade. <br /> <br /> A palavra era Encanto. <br /> <br /> E foi então que entendi que toda Empreitada, Casa, Empresa, Escola e todos que nelas vivessem compreenderiam as minhas palavras se eu os encantasse e era preciso encantá-los dia por dia, porque a vida sem encantamento era uma vida sem o deslumbro da pergunta e o prazer da resposta. <br /> <br /> Levanto todos os dias com a missão de encantar e nem sempre, mas nem sempre mesmo, eu consigo e sempre que não consigo vejo que não ouvi, que só aceitei as perguntas para as respostas que tinha. <br /> <br /> Quando não tiver mais nenhuma resposta é porque não precisarão me perguntar mais nada. Serei inútil e pleno e minha missão terá terminado. A Empresa Essencial, aquela em que buscamos o tempo todo o sentido da vida e do trabalho, terá finalmente nascido. ]]></content:encoded>
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<title>Revisitando a Empresa Essencial: O Princípio do Cuidado</title>
<pubDate>Tue, 23 Aug 2011 22:10:41 -0300</pubDate>
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Tem vez que a gente passa muito tempo dizendo algo e de tanto dizer... O sentido se perde! Quando isso acontece, temos que começar tudo de novo, pensar tudo de novo e contar tudo de novo. Pois prá voc ...
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<dc:creator>Roberto Souza</dc:creator>
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<content:encoded><![CDATA[ <div>Tem vez que a gente passa muito tempo dizendo algo e de tanto dizer... O sentido se perde! Quando isso acontece, temos que começar tudo de novo, pensar tudo de novo e contar tudo de novo. <p>Pois prá você que está chegando, vou começar a contar do começo, vou repetir cada um dos princípios essenciais e não vou fazer isso na ordem da minha cabeça, mas da minha intuição. <p>Começo insistindo, porque já disse, que eu não planejei onze princípios; que, de verdade, nem sabia que ia escrever princípios. Um dia, força da amiga July, saí andando, andando e, de tanto que eu andei, me veio na cabeça que o que a gente fazia na Plansis, não era sem tempo, tinha nome, podia ser contado e merecia ser ensinado, vinte anos de experiência, então. <p>Desta vez em que preciso recontar a história, vou fazer diferente, em vez de falando, lendo. Pensei de fazer assim, usar a cabeça dos outros, achar na internet, dito o que eu penso, ou quase igual, por gente que eu nem conheço, o que eu preciso falar. <p>Mãos à obra! A intuição me pede primeiro o PRINCÍPIO DO CUIDADO. Estamos em tempos de cuidado, cuidado de terra, cuidado de vida, mas o cuidado de que falo aqui é o cuidado do outro. <p>Caio na rede e decido procurar quem fale do cuidado falando de Gentileza Empresarial, me veio isso na cachola. O texto sorteado é da Marizete Furbino, escrito em 2008, cumprido o requisito de eu nem conhecer, e fala da importância da gentileza no trabalho. Chama-se Gentileza: a dama do Terceiro Milênio! <br />&nbsp;<br /> Vou cumprir a segunda parte da regra e reproduzir aqui, o amigo leia: <br /> <div> <p><strong><em>“Palavras gentis podem ser curtas e fáceis de falar, mas os seus ecos são efetivamente infinitos. (Madre Teresa de Calcutá) </em></strong> <p><em>Na era do terceiro milênio, relacionar-se de maneira autêntica, educada, sincera, cordial, respeitosa, amável, simpática, paciente, delicada, cortês, solidária, afável e gentil, tendo como pilar a empatia, a polidez e o apreço por todos que nos rodeiam, é o grande trunfo. </em> <p><em>Ressalto que, no mundo dos negócios, é preciso reconhecer que esta dama do terceiro milênio, denominada gentileza, além de ter vez e voz onde quer que esteja, conduz o profissional ao destaque, permitindo que o mesmo faça a diferença. </em> <p><em>Desse modo, o profissional do terceiro milênio deve ser gentil com todos dentro da organização em que atua, indiferente de quem seja e da posição que ocupa; portanto, desde o porteiro até a diretoria todos devem e merecem ser tratados com gentileza. </em> <p><em>No mesmo sentido, uma empresa gentil além de enobrecer-se, atrai, conquista, fideliza, retém e mantém todos os stakeholders, porque contagia todos os envolvidos,conduzindo-os a somar habilidades, esforços, conhecimentos e talentos em prol de uma mesma sintonia, alcançando assim, resultados além do esperado; assim, a gentileza, além de propiciar um ambiente de trabalho agradável e harmonioso, contribui também no sentido do profissional despertar, criar valores, pensar e repensar sua práxis, exercendo o exercício de sua função de forma prazerosa, se doando e se entregando de corpo e alma, fazendo parcerias, criando, fidelizando, compartilhando e mantendo ? laços?, firmando vínculos advindos da integração, do comprometimento e do envolvimento, o que contribui e muito para além da eficiência, alcançar a eficácia, obtendo como resultado, o rebento denominado sucesso, em tudo que se propõe a fazer. </em> <p><em>Igualmente é de notório conhecimento que pequenos gestos de gentileza fazem toda a diferença, uma vez que esses possuem o poder de transformar o ser humano, a empresa e o mundo, pois trazem consigo uma verdadeira magia, capaz de encantar as pessoas ao seu redor, capaz de mudar todo um contexto; assim, além de atenuar momentos difíceis carregados de tensão e de mal-estar, é bem capaz de converter qualquer comportamento hostil em cordial, capaz de converter a desumanização em humanização e isto faz bem não apenas à alma das pessoas, mas à empresa como um todo. Desta maneira, além de gerar bem-estar, possui o poder de render bons ?frutos? a todos os envolvidos; por conseguinte, é de suma importância cultuar e colocar em nossa práxis esta grande virtude denominada gentileza. </em> <p><em>Trabalhar em prol do desenvolvimento desta virtude denominada gentileza se tornou fator sine qua non para obtermos um ambiente com uma atmosfera agradável, alegre e harmoniosa em nossa empresa. É importante salientar que quando agimos com gentileza, além de darmos o real valor e consideração às pessoas ao nosso redor, estamos mais dispostos a ajudar o próximo e a somar esforços, conhecimentos e talentos; por isso, a gentileza atrai, encanta e contagia as pessoas. </em> <p><em>É sabido que a gentileza induz os profissionais a deixarem de lado a corrupção, o egoísmo e o individualismo. Em meio a tanta competitividade impera a busca desenfreada a todo custo pelo sucesso, o que causa estragos e danos muitas vezes irreparáveis. Logo, a gentileza provoca e conduz o profissional ao companheirismo, à ética, ao bom convívio e à integração, permitindo então que departamentos e profissionais executem suas funções de maneira mais entrosada, integrada, harmoniosa, interagida e inter-relacionada, consentindo desta forma, que dentro da empresa ocorra, além do respeito mútuo, sinergia, fator essencial para o alcance dos resultados no séc.XXI. </em> <p><em>Sabedor de que um dos seus grandes benefícios é a sua contribuição para com a saúde, tanto do profissional, quanto da empresa, no que tange ao bem-estar advindo deste hábito, torna-se essencial que realizemos a monitoração de nossos comportamentos e atitudes diante dos fatos e diante das pessoas para que não apenas façamos da gentileza um hábito constante, mas também aprendamos a receber gentileza. </em> <p><em>Fica evidente que em meio a tanta correria do dia-a-dia, o profissional do século XXI não poderá jamais abrir mão desta dama denominada gentileza, pois, deverá ter sabedoria suficiente para enxergar que ser gentil, faz todo um diferencial no mercado, constituindo assim vantagem competitiva. </em> <p><em>Em adição ao já exposto, é importante salientar que, se o profissional do século XXI ainda não possui e/ou deixou adormecer esta valiosa virtude, o mesmo deverá repensar de forma urgente e emergente sua maneira de ser, suas atitudes e comportamentos, procurando resgatar, iniciar e cultivar este hábito; assim, começar a agir tendo como base esta grande virtude se torna compulsada aos que desejam pelo menos sobreviver neste cruel e competitivo mercado. </em> <p><em>Insta dizer que o profissional do séc.XXI não se pode mais perder a oportunidade de ser gentil em nosso dia-a-dia, uma vez que o mesmo só tende a ganhar”. </em> <p> <p>Voltei! Isto dito por boca de outro, quero apostar que alguém vai dizer que o caminho não é esse. Eu, que como São Paulo sempre faço o que não quero, não sou gentil o tempo todo, mas tento. Tento, não consigo e erro... <p>Continuarei a tentar! Sei que não vou conseguir sempre e que vou errar, mas sei também que o mais difícil não é ser gentil quando se tem algo agradável a dizer, mas quando se precisa ser firme ou quando as notícias não são boas.  <p>Sei que gentileza não é cumplicidade, sei que uma empresa exige muito da gente, sei que existe prazo, compromisso, cliente pressionando e que quando alguém for rude com você, se você errou isso não justifica o seu erro. Um coisa é uma coisa. Outra coisa é outra coisa. <p>Sei que as pessoas falham como eu falho e que algumas até falham querendo falhar e outras não querendo. Sei que a gente tem que aprender com o erro, sei de tudo isso mas, mesmo sabendo, continuo acreditando que a gestão não vai ficar pior se a gente for gentil.  <p>Gerir é, antes de tudo, ter a capacidade de descobrir o que precisa ser feito e levar a equipe a fazer e se fizermos isso com gentileza e cuidado, tanto melhor. <p>Quero que saiba que a marca da nossa Empresa é a Empresa Essencial e que a marca da Empresa Essencial é a busca da gentileza prá gente alcançar o cuidado. <p>CONSTRUA ESSA MARCA. SEJA GENTIL E COBRE GENTILEZA.</div></div> ]]></content:encoded>
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<title>Nunca desista dos seus sonhos, mas, pelo amor de Deus, desista das idéias idiotas!</title>
<pubDate>Wed, 13 Apr 2011 10:23:04 -0300</pubDate>
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<dc:creator>Roberto Souza</dc:creator>
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<content:encoded><![CDATA[ Eu tava em casa ontem, entre estudando o ciclo de Carnot com meu filho &nbsp;e pensando no tanto de gente que me perguntou, afinal, de que idéias idiotas eu andei desistindo ultimamente.  <p>Melhor explicando, lancei uma campanha antisséptica no twitter dias atrás: faça um bem à humanidade: desista de uma idéia idiota! É isso, entendeu?  <p>Não, acho que não entendeu e acho que vai entender menos ainda quando eu disser que concluí que a vida é que nem a tal máquina de Carnot, duas isotérmicas alternadas com duas adiabáticas e temos o melhor desempenho de uma máquina térmica da classe.  <p>Entendeu? Continuou não entendendo? <br /> Vamos de novo: calor que entra, trabalho realizado, calor que sai e a gente não tem o rendimento 100 % porque aí era o zero absoluto e provavelmente a gente encontrava Deus, quero dizer, Deus é cem e não é zero, que eu tenho é muito respeito pelo Criador, sei lá se ele tá ouvindo.  <p>_Credo, Roberto! Que raio de crônica é essa. Eu que estava esperando você falar do Francisco que saiu da sala do presidente e conversou com a secretária que tava gazeteando serviço no facebook &nbsp;e você me vem com ciclo de Carnot?  <p>Respira fundo. Vamos recomeçar.  <p>Depois da conversa com a tal recepcionista, Francisco desceu pensativo num elevador solitário, ele e o elevador, e saiu pela avenida achando, cada vez mais, que as empresas são apaixonadíssimas pelas suas idéias, que nem sempre merecem tamanha paixão.  <p>Ele foi pensando e pensando e, como diria o Beto do Vila Sésamo, acabou pensando um pensamento. Sabe o que ele pensou ou, na verdade, lembrou?  <p>Não foi um quadrado. Foi que uma vez chamaram pra falar de sucesso numa escola. Tinha que definir sucesso e ele passou uma semana inteirinha quebrantado, pedindo pra o Todo Poderoso que iluminasse uma idéia brilhante e achou que Deus não &nbsp;havia atendido de todo, mas acabou por inventar um emplasto, santo remédio que até fez muito sucesso na palestra, só pregar no corpo e o caboclo garantia o sucesso na vida, quero dizer, o sucesso do inventor do emplasto, tanto que ia vender. Do cliente mesmo era duvidoso...  <p>Desde então, Francisco não sossegou! Continuou achando que devia ter outro jeito de definir sucesso até que ontem, pois é, ontem, me conta o Francisco que tava em casa estudando, pasme, depois de tantos anos, termodinâmica, deu com motores e isobáricas e isotérmicas e pensou que uma empresa é que nem um motor que tira calor de uma fonte quente e a entrega pruma fonte fria.  <p>Tá bom, não foi bem assim, tão direto, foi mais de outro jeito que até deu equação:  <div align=center> <p><br /> <img  alt="Image:Nunca desista dos seus sonhos, mas, pelo amor de Deus, desista das idéias idiotas!" border="0" src="http://pullo.plansis.com.br/blogroberto.nsf/dx/Nunca-desista-dos-seus-sonhos-mas-pelo-amor-de-Deus-desista-das-idéias-idiotas/content/M2?OpenElement" /></div> <p>Francisco literalmente encontrou Jesus, ele que vinha simplificando a vida já fazia tanto tempo, descobriu num susto a fórmula do sucesso que consistia, tão singelamente, no sistemático descarte de idéias idiotas ao longo da vida inteira. Um cara que tivesse mais idéias boas que ruins ia ter sucesso, mesmo sendo um completo asno! Só precisava ter uma idéiazinha boa e nenhuma idiotice e tava na praça: 1 x 0!  <p>Mas tinha coisa errada na equação. Não ia ter revista científica que topasse publicar uma matemática &nbsp;desenvolvida assim, por intuição, sem fundamento teórico qualquer que sustentasse.  <p>Francisco matutou e matutou e pensou nas reuniões com os tais presidentes das empresas falando de inovação, de idéias fantásticas, de metas, de objetivos e que tais e registre-se que &nbsp;já andava desconfiado de tanta gente que havia inovado falando de inovação, mas isso era outra conversa.  <p>Faltava algo, ele sabia e foi rabiscando o papel, até chegar em:  <div align=center> <p><img  alt="Image:Nunca desista dos seus sonhos, mas, pelo amor de Deus, desista das idéias idiotas!" border="0" src="http://pullo.plansis.com.br/blogroberto.nsf/dx/Nunca-desista-dos-seus-sonhos-mas-pelo-amor-de-Deus-desista-das-idéias-idiotas/content/M3?OpenElement" /><br /> <br /> Novo orgasmo! </div> <p>Francisco estava em êxtase. Tinha a resposta para os males da humanidade. Podia desenvolver um modelo matemático que garantia um diagnóstico perfeito de qualquer empresa. Venderia milhões de um software muito melhor que o emplasto!  <p>Olhou a fórmula e, de repente, nova inquietude: ainda faltava algo, mais precisamente o deus tempo. Num salto a fórmula se completou:  <div align=center> <p><br /> <img  alt="Image:Nunca desista dos seus sonhos, mas, pelo amor de Deus, desista das idéias idiotas!" border="0" src="http://pullo.plansis.com.br/blogroberto.nsf/dx/Nunca-desista-dos-seus-sonhos-mas-pelo-amor-de-Deus-desista-das-idéias-idiotas/content/M4?OpenElement" /></div> <p>Posto em notação científica, que ficava mais intelectual, vinha:  <div align=center> <br /><br /> <br /> <br /> <br /> <br /> <img  alt="Image:Nunca desista dos seus sonhos, mas, pelo amor de Deus, desista das idéias idiotas!" border="0" src="http://pullo.plansis.com.br/blogroberto.nsf/dx/Nunca-desista-dos-seus-sonhos-mas-pelo-amor-de-Deus-desista-das-idéias-idiotas/content/M5?OpenElement" /></div> <p>_Meu Deus, meu Deus, onde estavas todo este tempo, que não me mostraste a luz desta equação?  <p>Francisco pensou ter ouvido vozes, como de outras vezes em que Deus se manifestava para ele em geladeiras e a voz respondia:  <p>_ Tentando fazer sucesso, meu filho, mas tive uma idéia idiota pela qual me apaixonei e tô levando um tempo enorme pra desistir dela, de modos que meu “S” tá baixinho...  <p>Devia estar ficando louco. Francisco estava esgotado, era isso. Fazia dias que os amigos respondiam sua campanha e mandavam emails e notas perguntando como é que se fazia pra descartar idéias idiotas, queriam critérios, taxonomias, queriam um caminho seguro. Alguém chegou a sugerir a TABELA PERIÓDICA DA IDIOTICE, mas Francisco, pobre coitado, só tinha a equação da qual tanto se orgulhava. Mais nada.  <p>Aproveitando que Deus se fazia presente ou que um ataque esquizóide tava correndo solto e ele ouvia vozes, o certo é que Francisco começou a revisitar seus sonhos e os sonhos de amigos, de empresários, de gente de toda sorte que conhecia e que agora, com sua maravilhosa equação, poderia ajudar. &nbsp;Sabia que faltavam detalhes, sabia que, para tudo funcionar, ia precisar descobrir quando uma idéia era fantástica e quando era idiota, sabia que era preciso usar fé e intuição, mas estava absolutamente a-pai-xo-na-do pela sua descoberta e pela perspectiva de fazer sucesso com ela, desde que a implementasse e divulgasse rápido.  <p>Tinha que comunicar com clareza seu achado, pensar numa frase de impacto que ajudasse os milhões de pobres almas pouco inovadoras e pouco criativas a fazerem tanto sucesso quanto Bill Gates ou o Eike Batista. Sabia que era revolucionário: como a equação tinha duas partes, se o cara não fosse O CRIATIVO, bastava jogar fora rapidamente todas as idéias idiotas que tivesse e o sucesso viria por consequência, ainda que um mínimo de idéias fantásticas ao longo de toda uma existência.  <p>Deu no seguinte a tal frase de efeito: Francisco correu no twitter, correu no facebook e escreveu, quase atropelando as palavras e contando as letras para não estourar a contagem de caracteres:  <div align=center> <br /><br /> <img  alt="Image:Nunca desista dos seus sonhos, mas, pelo amor de Deus, desista das idéias idiotas!" border="0" src="http://pullo.plansis.com.br/blogroberto.nsf/dx/Nunca-desista-dos-seus-sonhos-mas-pelo-amor-de-Deus-desista-das-idéias-idiotas/content/M6?OpenElement" /></div> <p>Pronto! Francisco releu mais uma vez o complexo texto científico que havia produzido e deu um sensacional ENTER, enquanto esperava as mensagens povoarem o imaginário de seus seguidores que, em breve, poderiam ser milhões. Afinal, as chances eram grandes de virar um top trend do twitter. <br /> <br /> Estava feito.  <p>Levantou-se da cadeira, pegou um copo d´água e ficou olhando para a pequena tela, aguardando os minutos, vá lá, talvez horas que o separavam do sucesso.  <p>Um frio percorreu-lhe a espinha enquanto olhava a tela inesperadamente inerte. Lentamente rogou a Deus, que certamente devia estar mais interessado em resolver o próprio sucesso de sua criação, mas sempre com ouvidos para ouvi-lo:  <p>_ Mas por qual dos dois eu começo?  ]]></content:encoded>
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<title>Não Desfaça</title>
<pubDate>Thu, 31 Mar 2011 18:25:39 -0300</pubDate>
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<category>Colaboração</category>
<dc:creator>Roberto Souza</dc:creator>
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<content:encoded><![CDATA[ Francisco, quando saiu, ouviu resmungos em profusão dentro da sala. Não quis ser indelicado e ouvir atrás da porta, tanto mais que uma recepcionista o encarava com certa surpresa e parte de vergonha, rapidamente comutando sua tela do Facebook para o catálogo interno da empresa. Foi o suficiente para ouvir um diretor gritar: <p>_Reengenharia aqui não, nem pensar! <p>Francisco sorriu.  <p>Aceitou o café que a menina do Facebook oferecia, tão sem açúcar quanto sem jeito e se sentou distante o suficiente da porta, nos sofás que davam para o hall dos elevadores. <p>Já havia escutado isso. O tempo da reengenharia havia passado, ele sabia, mas a última coisa de que estava falando era de reengenharia. Desfazer era muito mais que isso, era tornar a Empresa Essencial. <p>Francisco sabia o desafio que o esperava. As empresas também sabiam, o tempo inteiro, onde cortar custos e onde aumentar receitas, mas nem sempre sabiam simplesmente se concentrar apenas no que precisasse ser feito e abandonar o que não precisasse. <p>Francisco ficou ali, parado, pensando no que havia dito ao presidente: <p>_DESFAÇA! <p>&nbsp;O elevador chegou junto com a conclusão de que a turma dentro daquela sala tinha entendido direitinho o que ele tinha dito. Não se tratava de reengenharia, mas de desfazer o que nunca devia ter sido feito, o que é muito diferente e, de preferência, prometer evitar as idéias idiotas no futuro. <p>Francisco olhou fixamente para Dora _ ele havia descoberto o nome de seu mais recente potencial contato no Facebook_ e disparou sem nenhuma piedade com a coitada: <p>_ Dora, quantas besteiras você já fez esta semana e quantas você estaria pronta a desfazer? <p>_ Ô, Seu Francisco, o Senhor me desculpe e, por favor, não conta pro meu chefe que eu estava no Facebook mas olha eu já to saindo e garanto pro senhor que não faço isso mais na hora do trabalho e cruzou as dedos na frente da boca envolvendo Deus na sua promessa de modos que... <p>Francisco voltou exatos cinco passos, deu a volta no balcão, tomou o teclado de Dora, abriu o browser e digitou: <p><a href=http://WWW.TWITTER.COM.BR><span style="text-decoration:underline">WWW.TWITTER.COM.BR</span></a> <p>Batucou um sonoro ENTER, olhou para uma Dora assustada e perguntou: <p>_ Conhece? Também é muito bom. Depois me conta. <p>E foi saindo. <p>Da porta do hall das escadas gritou pra Dora, agora duplamente assustada: <p>_ Redes Sociais. Não desfaça! <p>E saiu pensando que ninguém mais tem senso de prioridade nas empresas. ]]></content:encoded>
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<title>Desfaça</title>
<pubDate>Mon, 14 Mar 2011 17:25:21 -0300</pubDate>
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Mas conversa, daqui, conversa dali, vai que um dia o Francisco voltou. Mesma sala, mesmo presidente, muitos diretores demitidos depois, outros aposentados e libertos, vai que o Francisco aceitou volta ...
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<link>http://pullo.plansis.com.br/blogroberto.nsf/dx/14032011172521RSORXW.htm</link>
<category>Gestão</category>
<dc:creator>Roberto Souza</dc:creator>
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<content:encoded><![CDATA[ Mas conversa, daqui, conversa dali, vai que um dia o Francisco voltou. Mesma sala, mesmo presidente, muitos diretores demitidos depois, outros aposentados e libertos, vai que o Francisco aceitou voltar. <p>O presidente, meio sem jeito, explicou que, desde a última vez em que o Francisco saiu pouco gentilmente, para dizer o menos, eles ficaram pensando que muitas vezes agiam sem pensar e acabavam trocando os pés pelas mãos e tal e coisa e pede desculpa e o Francisco, que já não era tão impaciente, foi ouvindo, ouvindo, esperando a hora de ser perguntado. <p>E foi! <p>_Francisco, pois bem, agora que entendemos que não fazer nada é opção estratégica muita vez, temos aqui outro caso de decisão importante, você sabe, desde a última vez a concorrência anda mais forte ainda e nós entendemos que nesse caso, veja só, e explicou e explicou e explicou e o Francisco ouvindo e ouvindo. <p>_ Pois bem, Francisco, a gente acha que agora temos que agir, que diferente daquela vez essa é a hora da gente desenvolver alguma estratégia, tomar alguma atitude. Acho que você há de concordar... <p>Silêncio no recinto. <p>_ Não há? <p>Mais silêncio. <p>Francisco ficou pensativo por um momento e pensava era no monte de entrevistas que havia feito com a equipe da empresa desde que aceitara reiniciar seu trabalho, nas tantas e tantas idéias e processos e áreas e andares e copas e cozinhas e coisas e tais e, depois destes minutos todos repensando, declarou. <p>_ Desfaça! <p>O presidente não podia acreditar. Francisco havia se superado. Cada vez que chamava aquela alma bendita, cada vez que lhe dava uma chance ele armava uma, surgia com alguma invenção nova e mirabolante, mas aquilo era demais.  <p>Mas desta vez foi polido: <p>_ Francisco, eu sei que da primeira vez a gente não se entendeu e que eu não entendi direito o que era não fazer nada. Mas você há de convir que eu te telefonei e você me explicou com mais calma, re-ser-va-da-men-te, o que queria dizer, aquelas coisas de analisar o ambiente, de focar no que importa e acabamos por nos entender. Mas, de novo?  <p>_ Desfaça, Senhor presidente! Como a maior parte das empresas, a sua está cheia de obséquios, se é que me entendi, coisas que estão aqui só para dizer que estão, gente demais, idéias de menos, contribuição menor ainda. Então desfaça. Torne-se leve. Muiiiiito leve! <p>Silêncio de gastura. <p>Mais silêncio. <p>O silêncio continuou, seguido de um arrastar de cadeira e dos passos de Francisco em direção à porta. Abriu-a vagarosamente. <p>_ Senhores, assim que compreenderem o que é uma Empresa Essencial, leve, podem me chamar para continuarmos a conversa. Mas não se preocupem. O mercado, o nosso velho mercado, está dando aulas gratuitas para quem quiser aprender. <p>Registre-se que, desta vez, Francisco saiu sem bater a porta e certo de que voltaria em breve.  ]]></content:encoded>
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<title>Difícil é não fazer nada</title>
<pubDate>Fri, 11 Mar 2011 08:25:20 -0300</pubDate>
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<category>Gestão</category>
<dc:creator>Roberto Souza</dc:creator>
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<content:encoded><![CDATA[ Tava pensando que difícil é não fazer nada!  <p>O cara tava na sala da diretoria, multinacional de renome, decisões difíceis para neutralizar ações ameaçadoras da concorrência e o presidente, do alto de seu direito de ser o último a falar, fuzila: <p>_Senhores, diante dos fatos, ouçamos o Senhor Francisco, cuja empresa foi contratada para nos apoiar em nossas decisões estratégicas e de processos. Senhor Francisco? <p>Ouve-se o silêncio. <p>Um raspar de garganta. <p>Não façam nada, dispara Francisco, tomado de calma segurança. <p>Indignado, o Presidente se levanta, sentindo que sua autoridade estava abalada ao dar a palavra a um consultor que não diz coisa com coisa: <p>_Peraí, Francisco, sua empresa tá sendo paga e bem paga e o Senhor vem dizer pra gente não fazer nada? Isso lá é consultoria? Tá brincando? Se eu soubesse que o Senhor pensava assim, não tinha nem contratado. Não fazer nada? &nbsp;Isso e muito fácil...  <p>De novo o silêncio. <p>_ O Senhor pode ir. Depois nós conversamos, dispara o presidente, em tom ameaçador. <p>Francisco pega seu casaco, guarda o notebook e, antes de deixar a sala, conclui num tom irônico:  <p>_ Os senhores têm muitas opções e acho que não precisam de mim para encontrá-las. Todas vão ser explicadas e defendidas, até com paixão. <p>Mais um instante de silêncio diante de uma platéia atônita pela ousadia. <p>_ Eu só quis trazer uma possibilidade a mais, que nunca é considerada nas estratégias empresariais, mas que muitas vezes pode ser a solução: não fazer nada! <p>_ Podem estar certos de que, na maior parte das decisões, nos negócios e na vida, difícil mesmo é saber a hora de não fazer nada. <p>Último instante antes da porta se fechar atrás de Francisco e ele volta por um segundo: <p>_ Aliás, é o que eu acho que devia ser feito neste caso. Tenham um bom dia. <p>Bateu a porta e saiu. <p>Dizem que nunca mais voltou, apesar de alguns insistentes convites. ]]></content:encoded>
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<title>Quem avisa amigo é!</title>
<pubDate>Thu, 10 Mar 2011 07:50:59 -0300</pubDate>
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<category>Educação</category>
<dc:creator>Roberto Souza</dc:creator>
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<content:encoded><![CDATA[ <div>Quem avisa amigo é! <p>Anos atrás, quando publiquei <strong>Plantando Conhecimento</strong> (*), um livro em que brincava com temas de minha paixão, a Gestão de Conhecimento e a Educação, vi por uma fresta da porta do futuro uma forma nova de ensinar, que Educadores como o José Pacheco, da Escola da Ponte, me ensinaram que não era nova. <p>No ano dos tablets, no ano da computação em nuvem, no ano das redes sociais, em ano de tanta mudança as revoluções começam a se estabelecer com um empurrão de bom tamanho da web, redes sociais como sala de aula. <p>A história da Khan Academy atesta as transformações. Alguém que começa a dar aulas para os primos mais novos, alguém que tem pressa, alguém que viaja um tanto bom e, sem tempo, resolve que é tempo de aulas pela web e, voilá! Grava as aulas! <p>Grava e posta na internet e, vai daí, os tais primos e os amigos dos primos acabam gostando das aulas virtuais, mais até do que o primo professor ao vivo e a cores. <p>Não faço uma defesa apaixonada do assunto e sei que muitos vão dizer que não há contato pessoal que substitua a web. Apenas constato. Quem somar assim: <div align=center> <p><strong><em>1 ALUNO + 1 YOUTUBE + 1 TABLET + 1 REDE SOCIAL + CLOUD</em></strong></div> <div> <p>Vai obter um resultado previsível, mas estranho: professores que se tornarão guias, tutores, companheiros de viagem pela web e alunos que, bem orientados, farão grandes excursões de aprendizado. <p>Quem viver, e não precisa viver muito, verá! &nbsp;Quem quiser opinar e refletir se este é uma forma de educação essencial, vale a pena visitar <a href=http://WWW.khanacademy.org><span style="text-decoration:underline">WWW.khanacademy.org</span></a>. <p>Seja Essencial! <p> <p><strong>(*) você pode baixar a versão clicando no link abaixo ou copiando e colando em seu browser:</strong> <p><a href="http://pullo.plansis.com.br/blogroberto.nsf/dx/www.plansis.com.br/wps/portal/!ut/p/c1/04_SB8K8xLLM9MSSzPy8xBz9CP0os3i_EAtDJxNDMwMDQzNLA08Ddzc_U0MzYw8LU_1wkA6z-DAYMA8LMTAwMvS38LQ0DzZwdzGGyBvgAI4G-n4e-bmp-gXZ2WmOjoqKAGMn6Nw!/dl2/d1/L2dJQSEvUUt3QS9ZQnB3LzZfTlQ4MUI0MTYwMEFFOTBJMEs3TUNSNzAwSzE!/"><span style="text-decoration:underline">www.plansis.com.br/wps/portal/!ut/p/c1/04_SB8K8xLLM9MSSzPy8xBz9CP0os3i_EAtDJxNDMwMDQzNLA08Ddzc_U0MzYw8LU_1wkA6z-DAYMA8LMTAwMvS38LQ0DzZwdzGGyBvgAI4G-n4e-bmp-gXZ2WmOjoqKAGMn6Nw!/dl2/d1/L2dJQSEvUUt3QS9ZQnB3LzZfTlQ</span><span style="text-decoration:underline">4MUI0MTYwMEFFOTBJMEs3TUNSNzAwSzE!/</span></a></div></div> ]]></content:encoded>
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<title>Do Mistério</title>
<pubDate>Wed, 9 Mar 2011 09:03:00 -0300</pubDate>
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Morar em Minas é danado. É diferente de morar no mar. O povo do mar olha para a frente. Tem um mundão de água, um horizonte enorme de sol e água, mas olham pra frente. Nós não! Nós olhamos pra cima, ...
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<category>Fé</category>
<dc:creator>Roberto Souza</dc:creator>
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<content:encoded><![CDATA[ <div align=center>Morar em Minas é danado. &nbsp;É diferente de morar no mar. O povo do mar olha para a frente. Tem um mundão de água, um horizonte enorme de sol e água, mas olham pra frente. Nós não! Nós olhamos pra cima, pro alto das montanhas, na Direção de Deus. <br /> <br /> Foi nisso que pensei. Foi isso que eu fiz e senti no dia de crismar. Olhei pra cima. Estavam Lá as montanhas, o alto das montanhas. Estavam Lá as pedras do teto da minha igreja, toda feita de pedras de um jeito que a gente fica procurando, procurando, procurando. <br /> <br /> Em cima é a direção de Deus, fiquei pensando, e enquanto eu era abençoado, senti a doce presença de minha filha uns passos atrás. Eu queria ter subido essa montanha com ela, ter me crismado com ela, mas Lá em cima quiseram diferente. Fiquei só, ali no altar. <br /> <br /> Um Cristo diferente veio me encontrar. Estava silencioso e não fazia mais que me olhar. Não disse palavra. Não era um Cristo de certezas, mas de esperança. As pedras me levaram a ele. Estava sentado à direita do Deus Pai e uma luz, que devia ser o Espírito Santo, os envolvia. <br /> <br /> Pra cima é a direção de Deus e, enquanto eu pensava nisso, fui subindo, fazendo rapel com as pontas dos meus pecados, que era o que dava pra fazer com a fé que me tocava naquele momento. Queria chegar no topo e contemplar a vida bem do alto, que também é o que se faz em se vivendo em Minas: subir as montanhas e fazer rimas: <br /> <em><br /> Não sei profetizar <br /> Então poetizo <br /> Fazendo rimas pobres <br /> Para uma pobre fé. </em><br /> <br /> Ainda sinto um frescor do óleo que me tocou a testa, uma espécie de marca que queima e sopra. Uma lembrança. Achei que ia ser assim, que a Crisma ia ser o fim, a confirmação, o encontro. Só que eu cheguei no alto, bem no alto. O óleo começou a arder e tombei a cabeça, olhando, Lá de cima, na direção do vale de onde saíra. <br /> <br /> Cristo não estava no topo, eu vi. Estava cá em baixo, bem pertinho dos homens. Pousei os olhos. Cerrei os olhos. Descobri dois segredos então. Primeiro, a Crisma não era chegada, era partida, começo, recomeço, caminhada. Segundo, que Lá de cima, das montanhas de Minas e do cume da fé, só pude contemplar minha pequenez, minha insignificância, meu nada, diante da grandeza desse mistério. </div> ]]></content:encoded>
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<title>Sábio de Merda</title>
<pubDate>Tue, 9 Nov 2010 20:42:27 -0300</pubDate>
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<category>Educação</category>
<dc:creator>Roberto Souza</dc:creator>
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<content:encoded><![CDATA[ <div>Faz tempo eu não escrevo com medo de melindrar. Faz tempo. <br /> <br />Eu fui juntando daqui e dali uns escritos e publicando, de modos que um leitor mais atento reparasse, eu não escrevia dagora, falava de acontecidos de uns anos, silencioso do presente, esperando a vida me mostrar motivo que valesse a pena. <p>Bateu de repente uma vontade.  <p>Escrevo para os mais jovens porque, para o ano, chego aos cincoenta, isso: cincoenta. Quero escrever assim, tão esquisito, prá marcar a data. Será minha mais genuína comemoração essa coisa de escrever parecendo erudito, parecendo que a vida nos deu seu quinhão de sabedoria, aquela que a gente consegue mesmo que não mereça, só ficando quietinho, esperando o tempo passar. <p>Parecendo e não sendo. <p>Junte-se a isso os cabelos começando a branquear e um certo ar de superioridade, junte-se a isso uma ou duas frases de efeito, tem uma que eu gosto muito, uma chiqueza que diz que a gente chega aos cincoenta anos e já não precisa, olha que bonitinho, já não precisa mais dar satisfação aos outros, junta isso tudo e pronto: temos um sábio! <p>Uma vez, uns anos atrás, eu fiquei pensando se eu morasse perto do céu. Era tempo de Natal e no Natal as mágoas são leitosas, a gente fica liquefeito, a gente pensa que tem mais intimidade com Deus, pensa que ele até mija no nosso banheiro de porta aberta. Fica parecendo que a gente pode falar prá ele umas certas verdades, ainda mais se temos mais de cincoenta anos. <p>Mas hoje é o último dia de outubro. Tecnicamente, pode-se dizer, ainda não é Natal, pelo menos não até o IBGE ou um governante de cincoenta anos ou mais, que já não tem que dar satisfação a ninguém, baixar um decreto informando que, terminado o dia da criança, estamos oficialmente no Natal, quase uma política pública de incentivo ao consumo e ao crescimento sustentável dos homens com cincoenta anos ou mais e suas famílias, ufa, amém! <p>Não sendo Natal e posto sábio ou quase isso, porque tenho quarenta e nove, resolvo falar de novo aos jovens num dia de eleição. Ainda não estou nem perto do céu, se eu morresse agora a coisa tava feia, e minha intimidade com Deus se limita a conversas através de eletrodomésticos em que ele, atencioso, se manifesta vez por outra em minha casa, sempre para, entre mensagens de incentivo, me sacanear. <p>Ele? Mijar de porta aberta no meu banheiro? Nem pensar! <p>De modos que, misturando jovens, Deus e cincoenta anos, falo de concessões. <p>Se aos cincoenta não me acho merecedor de concessão alguma, se eu não acho que o velho São Pedro vai me convidar a aguardar com bebidas e ar condicionado celestial na sala vip do céu enquanto compilam meus feitos terrenos, falo aos jovens a lembrá-los do passar do tempo e de que eles, no viço da vida, precisam se perguntar a pergunta suprema, encarar o desafio maior de resistir, importando mais a que resistem do que arroubos da juventude que passarão e se tornarão retratos na parede e sonhos não realizados de homens de cincoenta anos.  <p>Falemos sobre resistência. Num tempo de eleições sempre ainda dará audiência um candidato dizer que resistiu a ditadura, que lutou pela liberdade dos brasileiros, que se exilou e fez e aconteceu. Nessa matéria estamos bem servidos, candidatos que não faltam para exaltar a brava resistência, armada e desarmada. <p>Certamente parecerei covarde ou louco, mas assim mesmo direi que resistir contra o ordem geral é mais óbvio quando esta ordem grita aos quatro cantos a tomada das liberdades e nos aponta armas e nos tortura. Não sei de caso de opressão que não se tenham resolvido um dia, tomasse o tempo que tomasse, matasse o tanto que matasse. Alguns ainda se arrastam pelo mundo, vamos ver no que dá. <p>Cada voz que se levantou contra a tal da ordem geral, cada vida apagada a poder de bala e tortura foi heróica. Rendo-lhes homenagem, se for preciso repito-lhes exéquias em dia de finados, mas não é disso que falo. Tenho por este tipo de resistência respeito, mas não tenho admiração suficiente para acreditar que este ainda é o jeito de se fazer um mundo novo. <p>Admiro sim as resistências silenciosas, que não se armam aos dentes contra regimes, mas não lhes dão sustento. Estes que a cada dia resistem, não fazendo concessões, estes silenciosos que crêem em cidadãos e empresas éticas e que não se deve gerir pensando apenas em benefício próprio nem assegurar às gerações vindouras a pior das mentiras: de que assim é o jogo e assim de deve aprender a jogar.  <p>Estes que resistem são vidas apagadas e, queira Deus, haja remédio que não sejam esquecidas.  <p>É disso que falo hoje aos mais jovens: das tantas vezes em que se deixam convencer por pais, por professores e chefes de que as coisas são como são e o jogo é como é, que esta é a ordem e de que agir diferente é nos condenarmos ao fracasso e ao esquecimento, sem trabalho, sem riqueza e sem dignidade. <p>Digo aos jovens que cada opressor, cada ditador, cada um que enriqueceu de forma ilícita, o fez convencendo-se todas as manhãs de que o jogo era esse e precisava ser jogado. Entre pequenos e grandes ilícitos, matar não se lembram de ter matado; mal não se lembram de ter feito, senão concorrer como todos concorrem. Em seu jogo só há números e não vidas. <p>Para cada um deles haverá um momento de iluminação, acho que, perto da morte ou nela. <p>Quando eu partir, peço que Deus, na sua infinita bondade, me apresente o demônio e diga, com misericórdia, que eu me acerte com ele, que eu olhe bem no seu rosto e confesse se fiz as escolhas certas, quando eu podia escolher. <p>Será um debate acalorado: nós, com nossos argumentos e, astutamente, o diabo concordando. <p>O sutil de Deus, o lapso de tempo em que seremos, de fato, remetidos a um inferno, acontecerá antes do início da peleja. <p>Como sempre, acho que o Poderoso vai se rir de minhas preocupações e dizer que eu não me exaspere, porque ele não será como nós, que queremos que ele seja igual a nós. Não haverá punições para o derrotado, mas apenas o infinito, pleno e finalmente penetrável. <p>Eu, de meu lado, perguntarei como perguntei certa vez a um jovem professor de física que queria, pasmem, que seus alunos apenas aprendessem:  <p>_ Mas, Senhor, se não há testes, se não há reprovação, para que haverei de estudar? Para que discutir com o tinhoso? <p>E Deus então nos revelará um de seus segredos preferidos, certo de que fazê-lo vai bastar para que todo o fogo do inferno queime nossas entranhas num instante e então passe.  <p>Ele nos mostrará um espelho. <p>Demonstrando ainda mais infinita paciência, então dirá: <p>_ Tudo o que tens a fazer é convencer-se de que sua vida valeu a pena.  <p>E sairá para um cafezinho celestial. <p>Não sei quanto tempo vai levar isso, mas é o único medo que tenho. <p>Temo que já seja, aos cincoenta, um sábio de merda! <div align=right> <p><strong><em>Belo Horizonte</em></strong> <br /><strong><em>31/10/2010</em></strong></div> <div> <br /></div></div> ]]></content:encoded>
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<title>Equilibristas do Conhecimento</title>
<pubDate>Mon, 27 Sep 2010 12:05:00 -0200</pubDate>
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<category>Colaboração</category>
<dc:creator>Roberto Souza</dc:creator>
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<content:encoded><![CDATA[ (Crônica escrita em Dezembro de 2008, parte do livro Apologia do Simples) <br /> <br />Eu de novo vi os caras na rua. É certo que "os caras" &nbsp;não devia ser jeito de falar de gente assim, muito miúda, equilibristas do conhecimento. <br /> <br /> Nao sei você, aí pelo mundo, não sei se seu sinal está fechado, não sei se anda vendo esses caras. São meninos pequenos. Se fosse numa escola, diriam que nao iam aprender, nao iam dar conta. <br /> <br /> Muito tipo de fome vira milagre de aprendizado. A deles parece uma salada de frutas de fomes. <br /> <br /> Fomes de todas as cores. <br /> <br /> Fomes encantadas. <br /> <br /> Fome de ser visto, reconhecido cidadão. O palco etéreo e temporal &nbsp;dura o minuto, se tanto. Giram um bastão colorido quase-que-cai-que-se-levanta, menino e bastão, e colhem depois a caixinha. <br /> <br /> A caixinha agradece. <br /> <br /> Não estão pedindo. Não estão pedindo, quero dizer, técnicamente. Estão vendendo algo, estao vendendo cidadania e acham que vale alguma coisa divertir a choldra que espera o sinal. <br /> <br /> Aprenderam por isso. Aprenderam para isso! <br /> <br /> Uma fome é a de saber, saber fazer qualquer coisa. Aquela arte circense e malandra é saber. Então sabem e pronto. Nao adianta ir lá e dizer que não levam jeito pra coisa. Alguns ensaiam, trabalhando. Erram, mas não sentem a menor diferença e querem caixinha assim mesmo. <br /> <br /> Porque eles aprenderam foi por isso também: caixinha. <br /> <br /> E tem a fome mesmo, aquela que dói no estômago e faz muita gente boa virar do crime. <br /> <br /> Essa é fome ruim, é fome pior. <br /> <br /> Não sei se tem jeito de ter fome e alegria juntas, eu não sei. Mas...  <div align=center> <br /><em><br /> Deus,</em> <em><br /> que diabo de fome é essa</em> <em><br /> que põe junto na peça</em> <em><br /> o senhor, meu Deus,</em> <em><br /> e o diabo como expressão?</em> <br /> <em><br /> Fome e alegria,</em> <em><br /> qual das duas , sua,</em> <em><br /> fica valendo, Deus?</em> <br /> <em><br /> Estão rindo, sempre,</em> <em><br /> giram bastões</em> <em><br />  amedrontados</em> <em><br /> como se os giros</em> <em><br />  não fossem pecados</em> <em><br /> capitais.</em> <br /> <em><br /> Aprenderam Deus,</em> <em><br /> eles sabem.</em> <br /> <em><br /> Nao é preciso</em> <em><br /> vir dizer inúteis.</em> <em><br /> São fúteis como o sorriso</em> <em><br /> e burlam nossas regras,</em> <em><br /> aprendendo.</em> <br /> <em><br /> Mas na escola emburram,</em> <em><br /> lá nao sabem.</em> <em><br /> Lá são número e derrota.</em> <br /> <em><br /> Na escola ninguém responde</em> <em><br /> se os saberes que se ensina</em> <em><br /> matam fome,</em> <em><br /> fome de verdade,</em> <em><br /> fome de aprender,</em> <em><br /> fome de ganhar a vida,</em> <em><br /> girando pauzinhos com as mãos.</em></div> <br /><br /> <br /> Ouvi dizer que os governantes desse país vão dar escola eletrônica e levar menos burrice por todo canto a preço de ocasião. <br /> <br /> Ainda estão falando de escola. Só que escola tem muro, gente dentro e fora, mais fora que dentro. <br /> <br /> É preciso uma escola, de bit ou de tijolo, que inclua, que dê cidadania, que crie identidade digital. <br /> <br /> Fico vendo os meninos correndo pela rua virtual e dizendo, ei, eu sou, e sou virtual também. Fico vendo eles se encontrarem na internet.Fico vendo o mundo mudar assim, com gente girando seus pauzinhos em portais. <br /> <br /> Meu Deus, se me escuta, não deixe que deem só escolas pela web. Crie palcos, mesmo palcos de um minuto, prás pessoas se verem e se mostrarem e poderem dizer, olha eu aqui, gente, quanto dão pelo que eu sei? <br /> <br /> Gente pra quem a internet, uma idéia na cabeça, um sentimento de comunidade e muita vontade podem mudar a escola, virá-la em praça, em mercado dos saberes onde todos se apresentam. <br /> <br /> Meu Deus, o que mais a gente, nós, tão virtuais, &nbsp;pode pedir em tempos de natal? <br /> <br /> Ah! A gente pede paz, que paz é muita coisa, &nbsp;mesmo na dor. E depois vai levando, acreditando, tentando fazer tudo com alegria, mesmo se o nosso espetáculo só dura um minuto, equilibristas do conhecimento. ]]></content:encoded>
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<title>Que está nu, está!!!</title>
<pubDate>Mon, 20 Sep 2010 09:00:00 -0200</pubDate>
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Vem de trezentos anos a mania de só se saber o que presta, o imediato. Isso foi inventado como remédio utilitarista. O povo queria repartição de tudo. Queria que o tudo fosse de todos e repartir os sa ...
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<link>http://pullo.plansis.com.br/blogroberto.nsf/dx/Que-está-nu-está</link>
<category>Colaboração</category>
<dc:creator>Roberto Souza</dc:creator>
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<content:encoded><![CDATA[ Vem de trezentos anos a mania de só se saber o que presta, o imediato. Isso foi inventado como remédio utilitarista. O povo queria repartição de tudo. Queria que o tudo fosse de todos e repartir os saberes tinha que dar gosto no sentido lato, tinha que se poder comer e sobreviver com o que se soubesse. <br /> <br /> A internet, como panacéia de saberes, não é invenção do nosso século. Gutemberg fez isso com livros! <br /> <br /> Mas agora é diferente. Pedem-me que fale de educação a distância. Pedem-me, no fundo, que eu reinvente os saberes da platéia, por meios cibernéticos. Que saiam renovados e crentes num mundo de formação pasteurizada, de reinserção no mercado de trabalho e outros bichos. <br /> <br /> Talvez fosse melhor só saber filosofia e morrer de fome, já que &nbsp;não se paga bem por filosofia! <br /> <br /> Mas vou dizer, com pena de me banirem, de me prenderem por me ter cagado de rir de um rei que está nu em pelo. Vou dizer, calma! <br /> <br /> Estamos num tempo de sustos. Do jeito que eu ia, era capaz de não piscar os olhos, arregalar bem estas janelas da alma para ficar de olho em tudo. Estão em armas contra mim, pensava, e é preciso saber, saber e saber. <br /> <br /> Os olhos são janelas inúteis, quando mal usadas. Eu os fecho, respiro e me acalmo. Sei que o rei está nu, mas tentemos uma prova. <br /> <br /> Eu trabalho com exclusão digital. Também. Quer dizer... Principalmente... Será? <br /> <br /> É que todo canto que vou acabo falando disso. Gestão de conhecimento, uma atitude minha de não saber e de ser simples, acaba sempre nisso... <br /> <br /> Fico vendo as pessoas perderem seus empregos e fico matutando (eu matuto, lembra?). Acho que não perdem empregos. Perdem o valor de seus saberes, mas não podem admitir. Então vão para a rua e gritam, mortas de fome: <br /> <br /> _ Que bela roupa, majestade, que bela roupa!!! <br /> <br /> Sabem que o rei está nu. Disseram para elas: você perdeu seu emprego. Agora precisamos fazer um plano de empregabilidade mediante uma estratégia de aprimoramento de sua formação através de um MBA que, no meu compreender, mais das vezes, acaba sendo o <strong>M</strong>étodo da <strong>B</strong>urrice <strong>A</strong>utônoma. <br /> <br /> O rei está nu, mas vamos pelas ruas do reino, decantando a beleza de suas roupas. À última moda do rei, chamaram educação a distância. É dela que me pedem para falar! <br /> <br /> Bonita roupa majestade! Onde comprou? Eu pergunto. <br /> <br /> E o rei me diz, cheio de si, que mandou vir de terras distantes, feita por costureiros caros e sofisticados. E a exclusão continua. <br /> <br /> Cursos caros e sofisticados como a roupa do rei. É o que vão mandar você engolir. Mas o conhecimento, esse tergalzinho barato comprado na esquina, vai ficando adormecido e roto. <br /> <br /> Como você precisa gritar que o rei está lindamente trajado, não tem tempo de refletir. E as suas roupas? E as roupas que vestes, não são belas? E os seus saberes? Nada valem? <br /> <br /> Viajo para a internet. Ela é um espelho. Fica me dizendo o tempo todo: <br /> <br /> _ Você sabe, Roberto! Agora você sabe! <br /> <br /> E eu não decifro. Acho que não sei. Quero decorar o mundo. Quero me reinventar... <br /> <br /> Não quero mais! <br /> <br /> Ergo a voz, grito que o rei está nu!!! Grito que meus saberes valem ouro, que posso fazê-los mais belos ainda pelo espelho da internet. Que posso encontrar gente em educação colaborativa, trocar o que sei como se troca figurinhas, e crescer. <br /> <br /> Pela rede posso descobrir o mundo e gritar cada vez mais alto: <br /> <br /> _ Majestade, andas nu pelas ruas. Apregoas que serei um pobre lacaio toda a vida, que não terei acesso a suas vestes de diplomas e certificados, que não poderei nunca pagar o feitio de tão belos títulos. Perdão, Majestade, estais nu em pelo! Eu fechei minhas janelas da alma , Majestade, e olhei para dentro, para o que sei, para a minha cultura. <br /> <br /> Sabe, Senhor, cultura é o que sabemos como povo e não como indivíduo. Descobri que sei muito, que posso muito. E descobri que posso ir amontoando meus saberes de povo nessa tal de internet, fazendo o escambo do viver de meus dias. <br /> <br /> Não recuso os seus títulos, Oh! Meu Senhor! São belos de fato, mas só eles não me cobrem as vergonhas. Precisamos querer mais, precisamos querer trocar. Eu mesmo aprendi a fazer bolo de milho na tal da internet, e ensinei a uns pequenos como se limpa a água. Grande troca! <br /> <br /> Estou pronto para o desterro. Sinto-me digital. Dava até um filme de ficção, algo como O JECA DIGITAL, que ia concorrer com Matrix. Estou atravessando, Senhor. Agora sei o que sei. Tenho o mundo nas mãos e uma última declaração a fazer antes de ser banido: <br /> <br /> _ Majestade, com todo o respeito, que está nu, está!!! ]]></content:encoded>
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<title>Não bata prego com a mão porque machuca! </title>
<pubDate>Mon, 13 Sep 2010 17:12:00 -0200</pubDate>
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<category>Colaboração</category>
<dc:creator>Roberto Souza</dc:creator>
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<content:encoded><![CDATA[ Normalmente eu batizo a coisa depois de pronta. Olho a carinha dela e pimba: sai o título. <br /> <br /> Hoje foi diferente. Me veio a frase acabada: Não bata prego com a mão porque machuca! <br /> <br /> O Francisco e o Jesus batiam, mas eram o Francisco e o Jesus. Eles tinham as mãos cheias das sementes da Dona Aninha, lá do Goiás Velho. <br /> <br /> A gente, e é preciso humildade em reconhecer, a gente só está fazendo gestão de conhecimento. Eu podia execrar máquina, carro, computador, tudo. Podia não querer usar penduricalhos da tecnologia e ficar de beiço quando me obrigassem. <br /> <br /> Mas reconheço minha pequenez. Não vou bater pregos com as mãos! <br /> <br /> E é por isso, sabe, porque eu estou até mexendo com umas coisas de competência, que precisam de computador e da tal da internet. Não vou execrar. Fico pensando no povo lá no meio do nada, conectado no mundo. Será que vinha água no chão seco deles, se viesse , fosse e voltasse, uma prosa que ensinasse a cidadania? <br /> <br /> Na leitura eu já bati prego com a mão, olha que ferida! Aí eu resolvi ler um livro eletrônico e me encantei. Não tinha o papel novinho, o cheiro de livraria, não tinha esses encantos não. Mas eu pensei: não é que dava pra levar tanto livro, tanta coisa boa, numa coisinha de merda do tamanho do meu bolso, uma que levava, já, já, o Machado de Assis, o Bilac, o mundo! <br /> <br /> Então eu paro no adro das empresas. Adro é coisa de igreja e vai daí que, ou eu santifico esse local de trabalho ou o contrário. Tem igreja que é mesmo coisa de empresário. Deixa eu ver... <br /> <br /> Prefiro o primeiro. Eu paro ali na porta e fico pensando o que vão fazer com aquele mundão de coisas que o pessoal lá dentro sabe, fico pensando no Gutemberg, saudoso. Fico pensando que o que não podia ficou podendo depois dele, gente muito longe da corte passou a ler. E era tecnologia, pura tecnologia! <br /> <br /> Eu caminhava ontem, no meio do nada, ali pros lados de Pará de Minas, vendo um pasto que nem morto habitava, mas era verde e tinha vacas. Era domingo e por isso vivalma estava em casa, quarando. Mas lá, bem no meio do capinzal, uma parabólica me alcançava e dizia assim:  <div align=center> <br /><em><br /> Eu rodo pro mundo,</em> <em><br /> rodo não,</em> <em><br /> fico parada</em> <em><br /> e o mundo é que roda</em> <em><br /> por mim.</em> <br /> <em><br /> Eu olho pro peão</em> <em><br /> que tira leite</em> <em><br /> e vagabundeia</em> <em><br /> no meu pasto.</em> <br /> <em><br /> Eu olho e digo:</em> <em><br /> vem me aprender,</em> <em><br /> peão,</em> <em><br /> que eu sou cheia de surpresa</em> <em><br /> e encanto.</em> <br /> <em><br /> E o Peão anda parado,</em> <em><br /> parado,</em> <em><br /> parado.</em> <br /> <em><br /> Eu captei que ele pensa:</em> <em><br /> diacho de antena sabida, sô!</em> <em><br /> e começa a me decifrar</em> <em><br /> enquanto some pela estrada.</em> </div> <br /><br /> É assim, então. Não bato prego com a mão, porque machuca. Vou aceitar usar a tecnologia, vou fazer um combinado com ela. Não vou tratá-la como a velha da foice que o Chico Santo, meu amigo, enganou enquanto pôde. Um dia ela veio e zapp! Mas o Chico partiu rindo, isso partiu. <br /> <br /> Acho que ele decifrou a véia. Vou fazer assim com a tecnologia. Falo horrores dela, digo que não presta, que não precisa, que é moça faceira, mas fácil, nas esquinas, se oferecendo vulgar pra quem pague. <br /> <br /> É melhor ter respeito, é melhor! <br /> <br /> Eu acho que captei o que ela pensa, diacho de dona sabida, sô! E começo a decifrá-la, enquanto caminho pela estrada do conhecimento. ]]></content:encoded>
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<title>Sejamos Francos</title>
<pubDate>Mon, 6 Sep 2010 08:06:00 -0200</pubDate>
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<category>Colaboração</category>
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<content:encoded><![CDATA[ Amei Drummond desde a mais tenra idade. Amava mais o Drummond cronista, que desenhava imagens que eu desejava ardorosamente conhecer, com sua descritiva que me encantava. <br /> <br /> Depois amei o Drummond &nbsp;poeta. <br /> <br /> Não amei tudo no Drummond poeta. Aquela poesia me raspava a garganta. Me provocava. <br /> <br /> E havia uma, em particular, do fulano que amava o beltrano que amava o sicrano que não amava ninguém. &nbsp;Não descia! <br /> <br /> Agora ela me serve de inspiração às avessas. João mandava e-mail a Antônio, que mandava a Maria, que mandava a Paulo, que infelizmente mandava de novo a João, com cópia pra todo mundo. <br /> <br /> Quando é spam a gente agüenta. Spam me faz bem, é terapêutico. Posso deletar um a um, em segundos. Até inventei uma brincadeira de gato e rato:  <div align=center> <br /><em><br /> Eles enviam &nbsp;e-mail</em> <em><br /> e o eu matreiro mata,</em> <em><br /> quase sempre no escuro,</em> <em><br /> à queima roupa.</em> <br /> <em><br /> Às vezes não!</em> <em><br /> Às vezes, o eu, danado,</em> <em><br /> abre o coitado</em> <em><br /> antes da matança.</em> <br /> <em><br /> aposta que é spam?</em> <em><br /> abre, confirma e</em> <em><br /> bammm!</em> <em><br /> Mata o safado!</em> <br /> <em><br /> Coitado?</em> <em><br /> Coitado do eu,</em> <em><br /> sufocado</em> <em><br /> em tanto papel</em> <em><br /> sem matéria.</em> <br /> <em><br /> Melhor assim,</em> <em><br /> tornar em diversão</em> <em><br /> o que antes fora</em> <em><br /> maldição.</em></div> <br /><br /> <br /> Mas e quando não é? Drummond me acuda. Spam de amigo é tortura que mata o conhecimento. Não sabem fazer conta. <br /> <br /> O João manda recado a Antônio, Maria e Paulo e mais a cento e cinqüenta viventes. Todos contentes, senão todos, uma parte, responde alegre ao João e, de quebra, aos que nunca quiseram resposta. Quando eu estava na escola me ensinaram que isso se parece, infelizmente, com uma progressão geométrica. Cresce, cresce e cresce, alimentado por tanto João-sem-pensar. <br /> <br /> E daí que eu tive que responder, outro dia, se eu fosse começar, do zerinho mesmo, um projeto de gestão de conhecimento, numa empresa, num lugar qualquer, de onde começava? <br /> <br /> Cutuca daqui e dali, pensei, pensei e taquei o desafio. <br /> <br /> _Eu bloqueava as entradas! <br /> <br /> _ As entradas, estranharam, que entradas? <br /> <br /> _ As que entopem a gente de e-mail e papel. Começava certinho daí. Pra ser didático, faz de conta que eu era importante, manda-chuva da informática de alguma companhia internacional, baixando norma no primeiro dia de minha ocupação:  <div align=center> <br /><em><br /> “Comunicamos aos senhores colaboradores</em> <em><br /> que o servidor de correio de nossa empresa foi desativado hoje</em> <em><br /> e que, de agora em diante, as comunicações internas e externas se darão por memorandos em papel.</em> <em><br /> Os impressos necessários serão distribuídos pelas áreas,</em> <em><br />  e os mensageiros estão instruídos a atendê-los.</em> <em><br /> Cada funcionário terá direito a cinco memorandos externos e 10 internos, por mês. <br /> Atenciosamente,</em> <em><br />  o chefe”.</em> </div> <br /><br /> Era bater e valer. Eu não durava um dia no cargo, o que não seria de todo ruim. Mas antes de sair, antes de ser demitido, certamente desceriam, diretores e presidentes. Iam querer saber, na iminência da minha degola, o que, afinal, quisesse eu com tamanha insânia. E eu respondia, calmo e pausado: <br /> <br /> _ Senhores, não sou contra e-mails! <br /> <br /> E continuava... <br /> <br /> Eu os acho um grande avanço para o mundo, com a vantagem de forçar as pessoas, no pior da conta, &nbsp;a praticar a língua pátria. O que quero é reencontrar o essencial, e não falo de filosofia. Para aqueles que estão preocupados com os resultados de seus empreendimentos, quero reencontrar as coisas que importam para o negócio, para o objetivo. De quebra eu acho que, desse jeito, aumentamos nossa qualidade de vida, mas, vá lá, fiquemos só com negócios. <br /> <br /> Quero que colaborem, sem se matarem de tanto &nbsp;spam legalizado. <br /> <br /> _ E por que não colaboram? Talvez perguntassem... <br /> <br /> E eu, limpando a goela, impostando a voz, diria sem demora: <br /> <br /> _ Porque confundem informação com conhecimento. Confundem colaborar com responder. Acham que precisam ler e responder de um tudo e &nbsp;que, assim, trabalham juntos. <br /> <br /> Não se dão por satisfeitos se souberem que o conhecimento existe e está ali, num lugar sabido, pra quando for necessário, pra ser compartilhado. E isso é possível, tem ferramenta, eu estou até usando agora e na tal web! <br /> <br /> Não é preciso responder tudo. <br /> <br /> Não é preciso saber tudo. <br /> <br /> Só é preciso saber onde estão as coisas quando precisamos delas. Só é preciso colocar a informação correta no lugar certo, e esse lugar não é a sua caixa de entrada eletrônica, individual e solitária. Precisamos de sistemas contextuais, que guardem informações de vendas em vendas, de projetos em projetos e que saibam encontrar tudo, quando perguntados. <br /> <br /> Isso é colaborar. Isso é ficar leve o suficiente para competir e para pensar. <br /> <br /> E é por essa razão que me ocorre agora a melhor definição de GESTÃO DE CONHECIMENTO que possuo. Gerir conhecimento, de verdade, é desenvolver no grupo a atitude de não saber. <br /> <br /> Se você não sabe, pergunta. Se pergunta, num lugar adequado, tem a resposta, encontra um interlocutor e pode aprimorar o que acabou de descobrir, deixando depois, no mesmo lugar, melhorado, o conhecimento pra outro perguntador. <br /> <br /> O resto? O resto é entulho, puro entulho autoritário de gente que nunca resiste à tentação de uma respostinha numa lista de debates. ]]></content:encoded>
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<title>A Lojinha</title>
<pubDate>Mon, 30 Aug 2010 14:33:00 -0200</pubDate>
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<category>Gestão</category>
<dc:creator>Roberto Souza</dc:creator>
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<content:encoded><![CDATA[ O nome dele era Sô Vicente. Tinha uma lojinha ali na rua Indiana, no jardim América, acho que ainda tem. Tudo ali combinava. <br /> <br /> Começa que o tratamento Sô é privativo, dentre algumas poucas castas sociais, dos donos de lojinhas. Ninguém diz: O Sô fulano, dono do supermercado. Nessa condição, passa-se imediatamente e, no mínimo, a Senhor Fulano. <br /> <br /> Então era esse o nome dele e, lojinha, é bom que se diga, não é uma designação para qualquer estabelecimento. Lojinhas tem uma espécie de “modus operandi” próprio e parecem até que são uma franquia de tanto que são iguais: tudo amontoado, quase nenhum registro e o dono, invariavelmente o Sô Fulano ou a Dona Fulana, sabendo exatamente onde encontrar cada coisa e quanto deve cada cliente. <br /> <br /> Uma das idiossincrasias do Sô Vicente constituía-se no registro das dívidas. Ele usava dois tipos de registro: aqueles feitos em capas de maços de cigarro ao avesso e os feitos em papel de pão, que eu nem sei onde ele comprava, posto que não se embrulha mais pão há que tempo... <br /> <br /> Não havia outro registro. Minha ética me impediu de testá-lo algumas vezes. Era comprar, não pagar e ficar esperando pra ver se ele &nbsp;denunciava. Até onde eu pude ir, minha Nossa Senhora dos Contabilistas, ele tinha tudo em regra e bem passado. <br /> <br /> Eu, que não dou conta de gavetas, como é que ia dar conta daquelas pilhas de sei-lá-o-quê que ele sabia de cor? Não dava e, não dando, tudo se resumia, se eu comprasse a Lojinha do Sô Vicente, em migrar das técnicas do conhecimento para a inteligência do negócio. Era possível que eu me saísse melhor! <br /> <br /> Era possível, eu digo, mas não garantido. Aquele era o mercado do Sô Vicente, o jeito dele fazer as coisas e é como se os resultados da Lojinha se imiscuíssem nela mesma. Não fossem aqueles, não era a Lojinha. Não fosse a Lojinha e os resultados não seriam aqueles. <br /> Um equipe inteira de consultores e eu havemos de passar um tanto de horas conjecturando de melhorar a Lojinha do Sô Vicente e sabe onde ele vai estar enquanto isso, sabe? Vai estar em Guarapari, que era pra onde ele ia quando lhe enchiam o raio do saco, às vezes deixando alguém em seu lugar com umas recomendações, às vezes não deixando nada. Baixava as portas e dizia: <br /> <br /> _ Fui! <br /> <br /> Não sei se o Sô Vicente ainda vai estar lá, vou até passar para conferir, que carece. Mas o fato é que, de outra maneira, as chances são para um supermercado e para a tal da “Business Intelligence”, cubos de decisão, suportando a preferência do consumidor. <br /> <br /> O Sô Vicente certamente não despreza isso, mas também não quer. Ele sabe bem é do conhecido que está na sua cachola. Gerencia estoques de acordo com a preferência do freguês e o agrada naquilo que mais importa, no caso em questão: ter perto e mais caro o que se precise, vendendo fiado e mediante um dedo de prosa. Que negócio, heim? <br /> <br /> Entre a inteligência e o conhecimento não carece de ter uma briga. O nosso Sô Vicente pode ser nomeado consultor empresarial para a gestão do conhecimento e vai nos ensinar até os truques para, passando o que sabe de pai pra filho, fazer dar certo o boteco deste último, que é coladinho à Lojinha. Não vai fazer cubos e pouco fará contas. <br /> <br /> O supermercado, é certo que podia ensinar ao Sô Vicente um jeito de girar melhor o estoque e acertar cada vez mais as necessidades do seu cliente. Uma simbiose perfeita. Inteligência de negócio e gestão de conhecimento. <br /> <br /> As duas coisas deviam ser a mesma coisa. Deviam ser irmãs. Infelizmente não são. Trata-se de gêmeas separadas no berço, uma com eterna saudade da outra. Estou tentando juntar de novo as lactentes e dar-lhes de beber da mesma sede. <br /> <br /> Não são opostas. Possuem apenas gênio diferente, mas brincam juntas como ninguém, em que pese o glamour da primeira, que ofusca a intuição da segunda. <br /> <br /> Quem tiver coragem que as reúna, que brinque com as duas e ao mesmo tempo, que pare de dizer que não dá conta da aventura do conhecimento, no mundo de cubos e decisões de negócio do Sô e do Senhor Vicente. ]]></content:encoded>
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<title>O Desafio da Empresa Essencial</title>
<pubDate>Fri, 13 Aug 2010 12:12:01 -0200</pubDate>
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<category>Colaboração</category>
<dc:creator>Roberto Souza</dc:creator>
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<content:encoded><![CDATA[ <div>Por vinte e dois anos venho aprendendo sobre a Empresa Essencial. Metade deste tempo eu devo ter gasto em conversas infindáveis para nem sempre convencer meus interlocutores sobre a conveniência de uma Empresa assim. A outra metade eu gastei ouvindo-os dizer que, se tal Empresa fosse possível, certamente não seria o caso das suas Empresas. <br /> <br />Repetiram, em atitude de defesa, que suas organizações não precisariam se tornar essenciais em seus mercados e que o conceito não se aplicava em seus casos. Não podiam imaginar uma Escola Essencial, um Hospital Essencial ou uma Indústria Essencial. <br /> <br />Comecei a compreender que não precisava mais discutir sobre a existência deste cisne negro da administração, que mais pareceu, por bom tempo, um pato feio. Se nossa Empresa existia, outras começavam a se juntar ao bando, com diferentes nuances e começavam a mostrar que monstros sagrados do mercado podiam ser vencidos com soluções do tipo como-é-que-eu-não-pensei-nisso-antes. <br />Passei então a ouvir ainda mais o mercado. &nbsp; <br /> <br />A tecnologia veio graciosamente desafiar os incautos. Seus efeitos devastadores sobre muitos negócios criaram provas que não foram suficientes para convencer muitos empresários seguros do sucesso de suas estratégias. Eles ouviam contar a histórias da Google e preferiam acreditar que ela não havia nascido da inventividade de garotos em fundos de quintal. A crença geral era: para me vencer será preciso ser muito, muito forte. <br /> <br />Não digo que cansei de ouvir a expressão “isso não é comigo, não funciona assim comigo”, mas a ouvi vezes sem conta para perceber que o fundo do oceano do mercado se abria silenciosamente para engolir, em tsunamis cada vez mais regulares, todos aqueles que ficassem em suas casas de praia, apreciando a bela tarde de sol. <br /> <br />É claro que não havia somente incautos. Alguns trataram logo de instalar uma grande tabuleta de venda à frente de seus empreendimentos e foram curtir a vida em paisagens mais tranquilas, longe do burburinho da areia onde os anúncios de crises econômicas e concorrência exacerbada feriam seus ouvidos. Venderam e partiram! <br /> <br />Tornei-me uma espécie de profeta do apocalipse empresarial por onde passava e era visto com desconfiança sempre que recitava o primeiro de nossos mantras, o Princípio da Essência, que manda questionar tudo nas organizações, a começar por elas mesmas. <br /> <br />Comecei muitas reuniões desafiando gente graúda e no topo a imaginar se estariam de pé, bronzeados na areia do mercado, em cinco anos ou se afundariam nela, esquecidos e literamente tostados. Deixei algumas salas de reunião convicto de que não me haviam escutado e entendido, mas feliz porque continuava a ter uma única certeza: inovar significava questionar sempre! <br /> <br />Exceto pela minha própria organização, que se reinventou do nada algumas vezes em todos estes anos, quase nenhuma acreditou de verdade que devesse se questionar por inteiro, perguntar, de verdade se ainda existiria em meia década, talvez menos. Os executivos normalmente não gostam de colocar em dúvida a própria competência e eficácia. Consideram isso uma espécie de suicídio profissional e acabam por adiar mudanças que certamente ocorreriam se o fizessem. <br /> <br />Eu não escrevi o calendário Maia da administração. Não creio mesmo em destruição total, até porque, com a fé que aprendi a cultivar, acho que, se ela viesse, seria uma espécie de retorno à essência final, que eu até gostava se pudesse ver, por um segundo que fosse, do alto de uma montanha, e depois perecer em paz. <br /> <br />Vê como eu não sou diferente? Acho que é assim que a maioria das empresas, sobretudo as líderes de mercado, se vê. Não se importam de falar em tsunamis, desde que estejam certas de presenciar a morte da última de suas concorrentes, gozando da estranha prerrogativa de morrer por último. <br /> <br />Os sinais estão aí. Quem tiver olhos que veja. Tenho hoje uma internet duzentas e quarenta vezes mais rápida que a primeira que tive. Surfando nela, consigo tudo o que preciso, de conhecimento a pizzas. O preço é menor, a entrega do produto, depois de muitos testes, é limpa e correta e não me venham contar de exceções que só confirmarão as estatísticas. <br /> <br />Alguns sargentos permanecem em seus "bunkers" de mercado e vão me dizer que suas organizações atuam em nichos para as classes C e D, que não possuem internet. Faço piada com eles. Trabalho por quase vinte anos com inclusão digital, uma causa perdida para as casas Bahia, vendendo seus computadores a preço chinês a qualquer um que tope enfrentar maratonas de quarenta e oito meses e um bocado de juros. <br /> <br />Aí surgem os heroicos, aqueles maridos enfurecidos por suas amadas perdidas e que começam a dizer pela vizinhança que, se não for minha, não será de ninguém mais. Gritam pelos corredores as verdadeiras vociferações apocalípticas, dando conta de que tudo tem que acabar mesmo porque, afinal, estamos dando cabo desse planeta e alguém tem que parar com isso (não gosto de usar parêntesis, mas repare que estou cochichando: alguém terá que parar com isso assim que não possam mais tirar proveito suficiente da situação). <br /> <br />Eu também quero parar com isso. Eu estou preocupado com o planeta. Minto. Com meu país. Minto de novo. Com minha cidade. Minto uma vez mais. Com minha casa, com meus filhos e com os filhos de meus filhos. <br /> <br />É isso que penso, para provar que o pau que dá em Francisco, no caso Francisco mesmo, Roberto Francisco, também vai dar certeiro na nuca de seus filhos e os filhos de seus filhos, que viverão em um mundo e em mercados novos e imprevisíveis, onde a regra da inovação em direção à simplicidade terá cada vez mais lugar. <br /> <br />E quanto ao lucro com qualidade de vida? E quanto a sermos uma empresa onde todos se orgulham de trabalhar? Aprendi que o governo não está muito interessado nisso. Simplificar qualquer coisa que o envolva é como comer macarrão com um palito só.  <br /> <br />Com esse adversário ao mesmo tempo lento e poderoso, não espero que os meus se orgulhem de trabalhar em nossa Empresa Essencial. Preciso mesmo que reflitam com serenidade e paciência, sobre o que seja essa Empresa. É aí que começo pela linguagem! <br /> <br />Compreender o poder da linguagem nas organizações é fundamental. O que for dito tem que ser compreendido. O que for respondido tem que ser compreendido de volta. Sem isso não há processo, não há uma ponta sequer de inovação consciente e duradoura porque simplesmente não vai funcionar, ou pelo menos não vai funcionar tão bem quanto na casa de seu vizinho, onde o seu risco é de que as pessoas estejam se entendendo e começam a trabalhar em causas que atendem aos anseios do mercado, mas também a seus anseios. <br /> <br />A Empresa Essencial pode ser entendida como uma insistente pergunta, ainda que às avessas, para os dirigentes das corporações: o que é que eu não preciso ser?  <br /> <br />Responder esta pergunta é tocar fora toda sorte de inutilidade corporativa que não faz a empresa andar para frente. O problema é que, como nos ensinou Gorbachev, quando fez tombar a União Soviética, é fácil matar um elefante, mas é difícil esconder o cadáver. <br /> <br />Nossas organizações estão cheias de assuntos não resolvidos, processos que não precisavam existir e que insistimos em fazer permanecer, muitas vezes crescendo e, mais vezes ainda, se reproduzindo, para tentar garantir que clientes que voltem. <br /> <br />Mas muitos deles nunca voltam... <br /> <br />Se acreditarmos de verdade e com todas as forças que o que nossas empresas fazem seja fácil de ser feito, teremos que acreditar que outros também poderão fazer e acreditar nisso é dormir à noite com muita preocupação na cabeça e contas por pagar na manhã seguinte. Preferimos nos proteger em nossas convicções ao contrário, algo que batizei de imaginários negativos, tomando emprestado o conceito de imaginário de Bernardo Toro. <br /> <br />Para acreditar na mudança no caminho da inovação nosso grande desafio na Empresa Essencial é não sermos diretivos. Não vamos ao cliente dizer-lhe que tudo que está fazendo está errado e que o certo é a forma como pensamos. Não elaboramos guias de procedimento somente para garantir rotas que acreditem seguras. Preferimos não fazer o papel de bodes expiatórios quando eles tentam executar recomendações endurecidas, quase sempre com grandes doses de má vontade para, no final, concluírem que sabem sempre mais sobre seus negócios que nós mesmos, para o bem ou para o mal, para o sucesso ou para o fracasso. <br /> <br />O que fazemos é apontar caminhos possíveis. Nós apenas dizemos, antes que tudo que, se alguém suficientemente inventivo encontrar uma forma mais simples de fazer o que eles fazem, ganhará o mercado só porque nós realmente não conhecemos nenhum consumidor que compre complicação, seja em que produto ou serviço for! <br /> <br />Quando fizeram a primeira série Jornada nas Estrelas, fico pensando que eles tinham um problema. Em cada planeta em que chegassem, teriam que embarcar e desembarcar um bocado de vezes, algo que oneraria um bocado o caixa do set de filmagens. Então tiveram uma ideia: transferência de matéria! E briiiiiimmmmmm (estou tentando fazer o som que surgia no filme, toda vez que o Dr. Spock baixava seu santo num planeta qualquer, vindo diretamente de um raio de luz dentro da nave Enterprise).  <br /> <br />Por muitos anos e até hoje esta ideia nunca foi superada. Agora mesmo, quando o James Cameron precisou mostrar a vida inóspita no planeta dos avatares, filmou um desembarque sofrido e cheio de poeira. Certamente Avatar e Guerra nas Estrelas são histórias de dois mil e qualquer coisa, porque a primeira série de Jornada nas Estrelas deve ser de dois mil e muita coisa, tão a frente de seu tempo que estava o não menos famoso Capitão Kirk. <br /> <br />É isso que tentamos mostrar cada vez que analisamos um processo qualquer, uma organização qualquer: que se formos capazes de não desistir e pensar em transmutação de matéria em lugar de aterrissagens poeirentas, estaremos muito à frente de nosso tempo e possivelmente mais sintonizados com a sustentabilidade de que tanto precisamos e da qual falamos cada vez mais. <br /> <br />E quando eu falo de sustentabilidade, boa parte dos empresários acha que estou falando só do social, do cosmo, mas estou é falando de dinheiro também, porque, afinal, algum engenheiro, numa data estelar muito avançada, terá que dar manutenção naquela geringonça de enviar gente através da luz. Um grande mercado, sem dúvida! <br /> <br />Por muitos anos, simples foi sinônimo de simplório. A Empresa Essencial desafia as organizações a compreenderem a simplicidade corporativa como estratégia, uma estratégia coletivamente perseguida em cada mercado, para atender clientes que também estão se reinventando, para o bem ou para o mal. <br /> <br />Os economistas dirão que será necessário consumo e consumo e consumo para que a roda do mercado não quebre. Muitas organizações acreditarão somente nisso e mergulharão numa briga em que lutam mais com punhos e músculos que com inteligência.  <br /> <br />Assim como o raio luminoso de Jornada nas Estrelas, a Empresa Essencial acredita em foco, em fazer apenas aquilo que tem que ser feito. O resto, todo o resto, é só poeira e jogo de cena para tornar o mercado confuso o suficiente para que nós, que temos mais força que estratégia, possamos, pelo menos por mais um tempo, sobreviver nele. <br /> <br />Quem viver verá!</div> ]]></content:encoded>
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